Comentário Bíblico
Adventista
Um escriba - (cba)
Mateus 8:19
Apesar da semelhança aparente desta passagem com a de Lucas (ver Lucas 9:57-62), é quase certo que se referem a duas ocasiões separadas e distintas. Embora Mateus não siga uma sequência estritamente cronológica, inseriu esse relato de dois homens que se ofereceram para serem discípulos de Jesus dentro do relato da travessia do lago (Mateus 8:18,23,24,25,26,27). Parece que a única conclusão razoável é a de que os dois voluntários se aproximaram de Jesus no final do sermão à beira-mar (ver com. de Mateus 8:18), enquanto Se preparava para cruzar o lago.
- 57 Quando iam pelo caminho, disse-lhe um homem: Seguir-te-ei para onde quer que fores. 58 Respondeu-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça. 59 E a outro disse: Segue-me. Ao que este respondeu: Permite-me ir primeiro sepultar meu pai. 60 Replicou-lhe Jesus: Deixa os mortos sepultar os seus próprios mortos; tu, porém, vai e anuncia o reino de Deus. 61 Disse também o outro: Senhor, eu te seguirei, mas deixa-me primeiro despedir dos que estão em minha casa. 62 Jesus, porém, lhe respondeu: Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus. Lucas 9:57-62 18 Vendo Jesus uma multidão ao redor de si, deu ordem de partir para o outro lado do mar. 23 E, entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram. 24 E eis que se levantou no mar tão grande tempestade que o barco era coberto pelas ondas; ele, porém, estava dormindo. 25 Os discípulos, pois, aproximando-se, o despertaram, dizendo: Salva-nos, Senhor, que estamos perecendo. 26 Ele lhes respondeu: Por que temeis, homens de pouca fé? Então, levantando-se repreendeu os ventos e o mar, e seguiu-se grande bonança. 27 E aqueles homens se maravilharam, dizendo: Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem? Mateus 8:18,23,24,25,26,27 18 Vendo Jesus uma multidão ao redor de si, deu ordem de partir para o outro lado do mar. Mateus 8:18
O relato similar em Lucas é situado no registro da partida final de Jesus da Galileia para Jerusalém (ver Lucas 9:51,57), que precede imediatamente o relato do envio dos setenta às cidades e vilas de Samaria e Pereia (ver Lucas 9:62; Lucas 10:1) e, portanto, parece estar relacionado a esses eventos. Foi no final do outono de 30 d.C. que Jesus deixou a Galileia a fim de ir para Jerusalém e Pereia (ver com. de Lucas 9:51). Além disso, deve-se notar que Jesus respondeu a Judas com palavras similares às registradas em Mateus 8:19,20, quando ele se ofereceu para o discipulado durante o verão de 29 d.C., muitas semanas antes do sermão à beira-mar (ver DTN, 293; SP2, 305, 306; ver com. de Mateus 5:1). Devia ser costume de Jesus advertir a todo discípulo voluntário, bem como àqueles que convidou pessoalmente, das provações e dos sacrifícios que acompanhavam o discipulado e, em várias ocasiões, pode ter usado palavras semelhantes às registradas nessa passagem.
- 51 Ora, quando se completavam os dias para a sua assunção, manifestou o firme propósito de ir a Jerusalém. 57 Quando iam pelo caminho, disse-lhe um homem: Seguir-te-ei para onde quer que fores. Lucas 9:51,57 62 Jesus, porém, lhe respondeu: Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus. Lucas 9:62 1 Depois disso designou o Senhor outros setenta, e os enviou adiante de si, de dois em dois, a todas as cidades e lugares aonde ele havia de ir. Lucas 10:1 51 Ora, quando se completavam os dias para a sua assunção, manifestou o firme propósito de ir a Jerusalém. Lucas 9:51 19 E, aproximando-se um escriba, disse-lhe: Mestre, seguir-te- ei para onde quer que fores. 20 Respondeu-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça. Mateus 8:19,20 1 Jesus, pois, vendo as multidões, subiu ao monte; e, tendo se assentado, aproximaram-se os seus discípulos, Mateus 5:1
Há muitas tentativas de se identificar o “escriba” que foi até Jesus, mas, na melhor das hipóteses, não passam de conjecturas (sobre a posição de um escriba no tempo de Jesus, ver com. de Marcos 1:22). Como um homem culto, instruído e de elevada posição social, sem dúvida, seria mais difícil para um escriba se acostumar às privações da vida de um discípulo do que para um pescador, por exemplo (ver com. de Marcos 2:10).
- 22 E maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas. Marcos 1:22 10 Ora, para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados ( disse ao paralítico ), Marcos 2:10
Mestre - (cba)
Mateus 8:19
Do gr. didaskalos, “mestre”, “professor” (ver com. de Mateus 12:38).
Seguir-Te-ei - (cba)
Mateus 8:19
Esse escriba se ofereceu como voluntário e pediu para ser discípulo em tempo integral. Do mesmo modo, quando Jesus dizia: “Segue-Me”, estendia um convite ao discipulado em tempo integral (ver com. de Mateus 4:19; Marcos 2:14). É possível que o escriba fosse um seguidor ocasional, e tivesse visto e ouvido o suficiente para despertar no coração o anseio de estar com o Mestre constantemente e aprender dEle. Porém, parece que era um indivíduo temperamental, mais dado ao impulso do que ao princípio, e que não tinha considerado plenamente o custo do discipulado (ver Lucas 14:25-33).
- 19 Disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Mateus 4:19 14 Quando ia passando, viu a Levi, filho de Alfeu, sentado na coletoria, e disse-lhe: Segue-me. E ele, levantando-se, o seguiu. Marcos 2:14 25 Ora, iam com ele grandes multidões; e, voltando-se, disse-lhes: 26 Se alguém vier a mim, e não aborrecer a pai e mãe, a mulher e filhos, a irmãos e irmãs, e ainda também à própria vida, não pode ser meu discípulo. 27 Quem não leva a sua cruz e não me segue, não pode ser meu discípulo. 28 Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se senta primeiro a calcular as despesas, para ver se tem com que a acabar? 29 Para não acontecer que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a zombar dele, 30 dizendo: Este homem começou a edificar e não pode acabar. 31 Ou qual é o rei que, indo entrar em guerra contra outro rei, não se senta primeiro a consultar se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil? 32 No caso contrário, enquanto o outro ainda está longe, manda embaixadores, e pede condições de paz. 33 Assim, pois, todo aquele dentre vós que não renuncia a tudo quanto possui, não pode ser meu discípulo. Lucas 14:25-33
Para onde quer que fores - (cba)
Mateus 8:19
Comparar com as palavras de Rute a Noemi (Rute 1:16) e de Pedro a Cristo (Lucas 22:33). Contudo, no caso do escriba, suas palavras podem não ter significado mais do que a intenção de se tornar um discípulo permanente. Faltava-lhe a fidelidade de Rute, ao passo que refletia a inconstância de Pedro (ver com. de Marcos 3:16). O discipulado requer firmeza de propósito e paciência em face da dificuldade e desilusão (ver com. de Lucas 9:62).
- 16 Respondeu, porém, Rute: Não me instes a que te abandone e deixe de seguir-te. Porque aonde quer que tu fores, irei eu; e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo será o meu povo, o teu Deus será o meu Deus. Rute 1:16 33 Respondeu-lhe Pedro: Senhor, estou pronto a ir contigo tanto para a prisão como para a morte. Lucas 22:33 16 Designou, pois, os doze, a saber: Simão, a quem pôs o nome de Pedro; Marcos 3:16 62 Jesus, porém, lhe respondeu: Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus. Lucas 9:62
Comentário Bíblico
Ellen G. White e Outros
Nota
Mateus 8:19-22
Estes versículos destacam o preço do discipulado. Seguir a Jesus nem sempre é fácil e confortável. A vida itinerante de Cristo e dos discípulos contrastava com a comodidade dos líderes e poderosos da sociedade. A ordem de Jesus - Segue-me - é um claro chamado que assume precedência sobre todos os outros deveres e relacionamentos.
Comentário Bíblico
Mathew Henry
Nota - (Mathew Henry)
Mateus 8:18-22
Um dos escribas se apressou a comprometer-se; declarou-se ser um fiel e próximo seguidor de Cristo. Parece muito decidido. Muitas decisões religiosas são produzidas por uma súbita convicção do pecado, e assumidas sem uma devida reflexão; estas não levam a nada. Quando este escriba se ofereceu a seguir a Cristo, alguém poderia pensar que Jesus deveria ter se sentido animado; um escriba poderia dar mais crédito e prestar um maior serviço do que doze pescadores; porém, Cristo viu seu coração, e respondeu a seus pensamentos, e ensina a todos como devem ir a Ele. Sua decisão parece surgir de um princípio mundano e cobiçoso. Cristo não tinha onde reclinar sua cabeça, e se o seguisse, não deveria esperar que com ele seria melhor.
Temos razões para pensar que este escriba tenha se afastado. outro era lento demais. A demora em agir é, por um lado, tão má quanto a pressa para resolver. Pediu permissão para ir enterrar seu pai, e logo se poria a serviço de Cristo. Isto parecia razoável, mesmo não sendo justo. Não tinha o zelo verdadeiro pela obra. Enterrar o morto, especialmente um pai morto, é uma boa obra, mas não é a sua obra neste momento. Se Cristo requer nosso serviço, devemos abrir mão até mesmo do afeto pelos parentes mais próximos e queridos, e pelas coisas que não são nosso dever. Para a mente sem disposição nunca faltam desculpas. Jesus lhe disse: "Segue-me", e sem dúvida, saiu poder desta palavra tanto para ele como para os demais; seguiu a Cristo e não se apartou dEle. O escriba disse, eu te seguirei; a este outro homem, Cristo disse: "Segueme". Comparando estes casos, podemos concluir que somos levados a Cristo pela força de seu chamado pessoal (Romanos 9:16).
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- Análise em Cadeia 6 este Esdras subiu de Babilônia. E ele era escriba hábil na lei de Moisés, que o Senhor Deus de Israel tinha dado; e segundo a mão de Senhor seu Deus, que estava sobre ele, o rei lhe deu tudo quanto lhe pedira. Esdras 7:6 32 Ao que lhe disse o escriba: Muito bem, Mestre; com verdade disseste que ele é um, e fora dele não há outro; 33 e que amá-lo de todo o coração, de todo o entendimento e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios. 34 E Jesus, vendo que havia respondido sabiamente, disse-lhe: Não estás longe do reino de Deus. E ninguém ousava mais interrogá-lo. Marcos 12:32-34 57 Quando iam pelo caminho, disse-lhe um homem: Seguir-te-ei para onde quer que fores. 58 Respondeu-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça. Lucas 9:57,58 20 Onde está o sábio? Onde o escriba? Onde o questionador deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? 1 Coríntios 1:20 25 Ora, iam com ele grandes multidões; e, voltando-se, disse-lhes: 26 Se alguém vier a mim, e não aborrecer a pai e mãe, a mulher e filhos, a irmãos e irmãs, e ainda também à própria vida, não pode ser meu discípulo. 27 Quem não leva a sua cruz e não me segue, não pode ser meu discípulo. 33 Assim, pois, todo aquele dentre vós que não renuncia a tudo quanto possui, não pode ser meu discípulo. Lucas 14:25-27,33 33 Respondeu-lhe Pedro: Senhor, estou pronto a ir contigo tanto para a prisão como para a morte. 34 Tornou-lhe Jesus: Digo-te, Pedro, que não cantará hoje o galo antes que três vezes tenhas negado que me conheces. Lucas 22:33,34 36 Perguntou-lhe Simão Pedro: Senhor, para onde vais? Respondeu Jesus; Para onde eu vou, não podes agora seguir-me; mais tarde, porém, me seguirás. 37 Disse-lhe Pedro: Por que não posso seguir-te agora? Por ti darei a minha vida. 38 Respondeu Jesus: Darás a tua vida por mim? Em verdade, em verdade te digo: Não cantará o galo até que me tenhas negado três vezes. João 13:36-38