Comentário Bíblico
Adventista
Uma neblina - (cba)
Gênesis 2:6
A palavra heb. traduzida por "neblina", 'ed', tem um significado um pouco duvidoso porque, fora desta passagem, ela só ocorre em Jó 36:27. Eruditos a têm comparado com a palavra assíria edú, "enchente", e aplicado esse significado às duas passagens bíblicas em que ela ocorre. Mas a palavra "enchente" não se encaixa no contexto de nenhum desses dois versos, enquanto que a palavra "neblina" ou "vapor" se enquadra bem em ambos os casos. Versões antigas a traduziram como "fonte", o que revela que não a compreenderam. A improbabilidade de que uma fonte pudesse ter regado a vasta terra mostra claramente que "fonte" não pode ser a tradução correta de 'ed. "Neblina" parece ser a melhor tradução e, neste caso, podemos pensar em "neblina" como sinônimo de "orvalho" (PP, 97).
O fato de as pessoas do tempo de Noé zombarem da ideia de que chuva vinda do céu pudesse trazer destruição à Terra, no dilúvio, e de Noé ser elogiado por crer em "acontecimentos que ainda não se viam" (Hebreus 11:7) indica que a chuva era desconhecida para os antediluvianos (ver PP, 96-97). Somente com os olhos da fé Noé podia visualizar água caindo do céu e afogando todos os seres vivos que não buscassem refúgio na arca. Uma vez que o arco-íris foi instituído após o dilúvio (Gênesis 9:13-16), e parece não ter existido antes disso, é coerente a declaração de que a chuva era desconhecida antes desse evento.
- 7 Pela fé Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, sendo temente a Deus, preparou uma arca para o salvamento da sua família; e por esta fé condenou o mundo, e tornou-se herdeiro da justiça que é segundo a fé. Hebreus 11:7 13 O meu arco tenho posto nas nuvens, e ele será por sinal de haver um pacto entre mim e a terra. 14 E acontecerá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, e aparecer o arco nas nuvens, 15 então me lembrarei do meu pacto, que está entre mim e vós e todo ser vivente de toda a carne; e as águas não se tornarão mais em dilúvio para destruir toda a carne. 16 O arco estará nas nuvens, e olharei para ele a fim de me lembrar do pacto perpétuo entre Deus e todo ser vivente de toda a carne que está sobre a terra. Gênesis 9:13-16
Comentário Bíblico
Mathew Henry
Nota - (Mathew Henry)
Gênesis 2:4-7
Aqui dá-se um nome ao criador: "Jeová". Jeová é o nome de Deus, o qual denota que somente Ele possui o seu próprio ser a partir de si mesmo, e que Ele dá a existência a todas as criaturas e coisas. Além do mais, destacam-se as plantas e as ervas porque foram feitas e designadas como alimento para o ser humano. A terra não produziu os seus frutos por seu próprio poder: isto foi realizado pelo poder do Onipotente. Da mesma maneira, a graça da alma não cresce por si mesma no campo da natureza; é obra de Deus. A chuva também é dádiva de Deus; não choveu até que Deus tivesse feito com que chovesse.
Ainda que Deus realize as suas obras utilizando meios quando lhe apraz, Ele pode, contudo, realizar a sua obra sem utilizar qualquer meio; e ainda que não tentemos a Deus, descuidando-nos dos meios, devemos confiar nEle tanto no uso como na falta dos meios. De uma ou de outra maneira Deus regará as plantas em sua seara. A graça divina desce como o orvalho e silenciosamente rega a igreja sem fazer qualquer ruído. O homem foi criado de um pó miúdo, como aquele que existe na superfície da terra. A alma não foi criada a partir da terra, como o corpo; portanto, é uma lástima que ela tenha que apegar-se à terra e preocupar-se com assuntos terrenos. Em breve, daremos conta a Deus pela forma como temos empregado as nossas almas; e se for concluído que as temos perdido, ainda que tenha sido para ganhar o mundo, estaremos perdidos para sempre! O néscio deprecia a sua própria alma ao preocupar-se mais com o seu corpo do que com ela.
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