Comentário Bíblico
Adventista
De toda árvore do jardim - (cba)
Gênesis 2:16
O mandamento relacionado nestes versos pressupõe que o homem compreendia a linguagem falada por Deus e a distinção entre "comerás" e "não comerás". A ordem começa positivamente, dando permissão para que comesse livremente de todas as árvores do jardim - com exceção de uma. O direito de livremente desfrutar todas as outras árvores é ressaltado pela expressão idiomática intensiva "comendo, comerás", 'akol to'kel'. Até na proibição divina há um aspecto positivo.
Comentário Bíblico
Ellen G. White e Outros
O dever da humanidade
Gênesis 2:15-17
Assim que Deus criou o primeiro homem, ofereceu-lhe três presentes: o jardim do Éden (Gênesis 2:8), o alimento (Gênesis 2:16) e a mulher (Gênesis 2:22).
- 8 Então plantou o Senhor Deus um jardim, da banda do oriente, no Éden; e pôs ali o homem que tinha formado. Gênesis 2:8 16 Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente; Gênesis 2:16 22 e da costela que o senhor Deus lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao homem. Gênesis 2:22
Leia Gênesis 2:15-17. Qual é o dever do homem para com a criação e para com Deus? Como esses deveres se relacionam?
O primeiro dever do homem diz respeito ao ambiente natural em que Deus o colocou: cultivar e guardar (Gênesis 2:15). O verbo ‘avad, “cultivar”, refere-se a trabalhar. Não basta receber um dom, deve-se trabalhar nele e torná-lo frutífero, lição que Jesus repetiu na parábola dos talentos (Mateus 25:14-30). O verbo shamar, “guardar”, implica a responsabilidade de preservar o que se recebeu.
- 15 Tomou, pois, o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Édem para o lavrar e guardar. Gênesis 2:15 14 Porque é assim como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes entregou os seus bens: 15 a um deu cinco talentos, a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade; e seguiu viagem. 16 O que recebera cinco talentos foi imediatamente negociar com eles, e ganhou outros cinco; 17 da mesma sorte, o que recebera dois ganhou outros dois; 18 mas o que recebera um foi e cavou na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor. 19 Ora, depois de muito tempo veio o senhor daqueles servos, e fez contas com eles. 20 Então chegando o que recebera cinco talentos, apresentou-lhe outros cinco talentos, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco que ganhei. 21 Disse-lhe o seu senhor: Muito bem, servo bom e fiel; sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. 22 Chegando também o que recebera dois talentos, disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; eis aqui outros dois que ganhei. 23 Disse-lhe o seu senhor: Muito bem, servo bom e fiel; sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. 24 Chegando por fim o que recebera um talento, disse: Senhor, eu te conhecia, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste, e recolhes onde não joeiraste; 25 e, atemorizado, fui esconder na terra o teu talento; eis aqui tens o que é teu. 26 Ao que lhe respondeu o seu senhor: Servo mau e preguiçoso, sabias que ceifo onde não semeei, e recolho onde não joeirei? 27 Devias então entregar o meu dinheiro aos banqueiros e, vindo eu, tê-lo-ia recebido com juros. 28 Tirai-lhe, pois, o talento e dai ao que tem os dez talentos. 29 Porque a todo o que tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância; mas ao que não tem, até aquilo que tem ser-lhe-á tirado. 30 E lançai o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes. Mateus 25:14-30
O segundo dever diz respeito ao alimento. Deus o deu aos seres humanos (Gênesis 1:29) e disse: “você pode comer livremente” (Gênesis 2:16). Os seres humanos não criaram as árvores, nem seus frutos. Esses são dádivas, presentes da graça.
- 29 Disse-lhes mais: Eis que vos tenho dado todas as ervas que produzem semente, as quais se acham sobre a face de toda a terra, bem como todas as árvores em que há fruto que dê semente; ser-vos-ão para mantimento. Gênesis 1:29 16 Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente; Gênesis 2:16
Mas há um mandamento aqui também: eles deveriam receber a oferta divina e desfrutar “de toda árvore”, porém Deus adicionou uma restrição: não deveriam comer de uma árvore em particular. Desfrutar sem qualquer restrição levaria à morte. Esse princípio estava correto no contexto do jardim do Éden e, em muitos aspectos, esse mesmo princípio existe no presente.
O terceiro dever do homem diz respeito à mulher, o terceiro dom de Deus: “o homem deixa pai e mãe e se une à sua mulher” (Gênesis 2:24). Essa declaração extraordinária destaca a responsabilidade humana para com a aliança conjugal e o propósito de ser “uma só carne”, ou seja, uma só pessoa (compare com Mateus 19:7-9).
- 24 Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne. Gênesis 2:24 7 Responderam-lhe: Então por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio e repudiá-la? 8 Disse-lhes ele: Pela dureza de vossos corações Moisés vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas não foi assim desde o princípio. 9 Eu vos digo porém, que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de infidelidade, e casar com outra, comete adultério; [e o que casar com a repudiada também comete adultério.] Mateus 19:7-9
A razão pela qual é o homem (e não a mulher) que deve deixar seus pais pode ter a ver com o uso genérico do masculino na Bíblia; portanto, talvez o mandamento se aplique também à mulher. Seja como for, embora o vínculo do matrimônio seja um presente de Deus, uma vez que tenha sido recebido, envolve a responsabilidade que deve ser cumprida fielmente pelo homem e pela mulher.
O fruto proibido
Gênesis 2:16-17
Leia Gênesis 2:16,17 e Gênesis 3:1-6 (ver também João 8:44). Compare as palavras da ordem divina a Adão com as palavras da serpente à mulher. Quais são as diferenças entre as falas e qual é o significado dessas diferenças?
- 16 Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente; 17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás. Gênesis 2:16,17 1 Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? 2 Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, 3 mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais. 4 Disse a serpente à mulher: Certamente não morrereis. 5 Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal. 6 Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu. Gênesis 3:1-6 44 Vós tendes por pai o Diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele é homicida desde o princípio, e nunca se firmou na verdade, porque nele não há verdade; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio; porque é mentiroso, e pai da mentira. João 8:44
Observe os paralelos entre a conversa de Deus com Adão (Gênesis 2:16,17) e a conversa de Eva com a serpente. É como se a serpente tivesse substituído Deus e soubesse ainda mais do que Ele. A princípio, ela apenas fez uma pergunta, dando a entender que a mulher talvez tivesse entendido mal a ordem divina; porém, em seguida, Satanás questionou abertamente as intenções de Deus e até O contradisse.
O ataque de Satanás envolvia duas questões: a morte e o conhecimento do bem e do mal. Enquanto Deus afirmou de maneira clara e enfática que a morte deles seria certa (Gênesis 2:17), Satanás disse que, ao contrário, não morreriam, sugerindo que os humanos eram imortais (Gênesis 3:4). Enquanto Deus proibiu Adão e Eva de comer do fruto, Satanás os encorajou a fazê- lo, pois, comendo-o, seriam como Deus (Gênesis 3:5).Os dois argumentos de Satanás, imortalidade e semelhança com Deus, convenceram Eva a comer o fruto. É preocupante o fato de que tão logo a mulher decidiu desobedecer a Deus e comer o fruto proibido, ela se comportou como se Deus não estivesse mais presente e tivesse sido substituído por ela mesma. O texto bíblico alude a essa mudança de personalidade. Na avaliação de Eva sobre o fruto proibido, a Bíblia usou a linguagem de Deus: “vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer” (Gênesis 3:6). Isso lembra a avaliação de Deus sobre Sua criação: “e viu [...] que era boa” (Gênesis 1:4, ARC, etc.).Essas duas tentações, a de ser imortal e a de ser como Deus, estão na raiz da ideia de imortalidade das antigas religiões egípcia e grega. O desejo de imortalidade, que acreditavam ser um atributo divino, obrigava essas pessoas a buscar a condição divina a fim de adquirir a imortalidade. Sorrateiramente, essa forma de pensar se infiltrou nas culturas judaico-cristãs e deu origem à crença na imortalidade da alma, que ainda subsiste em muitas igrejas.
- 17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás. Gênesis 2:17 4 Disse a serpente à mulher: Certamente não morrereis. Gênesis 3:4 5 Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal. Gênesis 3:5 6 Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu. Gênesis 3:6 4 Viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas. Gênesis 1:4
Para repovoar o céu após a prova
Gênesis 2:16-17
Ver Gênesis 1:26; Isaías 43:6,7. Deus criou o homem para Sua própria glória, para que depois de provar a família humana pudesse tornar-se uma com a família celestial. O propósito de Deus era repovoar o céu com a família humana, se eles se mostrassem obedientes a cada palavra Sua. Adão deveria ser testado, para ver se ele seria obediente, como os anjos leais, ou desobediente. Se ele resistisse ao teste, sua instrução aos filhos teria sido apenas de lealdade. Sua mente e pensamentos seriam como a mente e os pensamentos de Deus. Ele teria sido ensinado por Deus como lavrar e construir. Seu caráter teria sido moldado de acordo com o caráter de Deus ( Carta 91, 1900 ).
- 26 E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta sobre a terra. Gênesis 1:26 6 Direi ao Norte: Dá; e ao Sul: Não retenhas; trazei meus filhos de longe, e minhas filhas das extremidades da terra; 7 a todo aquele que é chamado pelo meu nome, e que criei para minha glória, e que formei e fiz. Isaías 43:6,7
Comentário Bíblico
Mathew Henry
Nota - (Mathew Henry)
Gênesis 2:16-17
Jamais coloquemos o nosso próprio desejo contra a santa vontade de Deus. Não foi outorgada ao homem somente a liberdade para tomar dos frutos do paraíso, mas também foi-lhe assegurada a vida eterna por sua obediência. Havia sido estabelecida uma prova para a sua obediência. Pela transgressão, ele perderia o favor do seu criador, e tornar-se-ia merecedor do seu desagrado, com todos os espantosos efeitos provenientes deste fato. Deste modo, o homem tornarse-ia propenso à dor, à enfermidade e à morte. Pior do que isto, ele perderia a santa imagem de Deus, e todo o consolo de sua aprovação; e sentindo o tormento das paixões pecaminosas e o terror da vingança de seu criador, a qual o homem teria que suportar para sempre com a sua alma que nunca morre. A proibição de comer o fruto de uma árvore em particular era sabiamente adequada ao estado de nossos primeiros pais. Em seu estado de inocência, e separados dos demais, que ocasião, ou que tentação teriam para que viessem a transgredir um dos dez mandamentos? O desenrolar dos acontecimentos prova que toda a raça humana estava comprometida pela prova e queda de nossos primeiros pais. Argumentar contra estas coisas é como lutar contra fatos irrefutáveis, e contra a revelação divina; porque o homem é pecador e mostra através de seus primeiros atos e por sua conduta posterior, que está sempre inclinado a fazer o mal. Está submetido ao desagrado divino, exposto ao sofrimento e à morte. As Escrituras referem-se sempre ao homem como alguém que possui um caráter pecador e encontra-se neste estado de miséria; e estas coisas valem para os homens de todas as épocas e de todas as nações.
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- Análise em Cadeia 22 Samuel, porém, disse: Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à voz do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, do que a gordura de carneiros 1 Samuel 15:22 9 E o Senhor Deus fez brotar da terra toda qualidade de árvores agradáveis à vista e boas para comida, bem como a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal. Gênesis 2:9 1 Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? 2 Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, Gênesis 3:1,2 4 pois todas as coisas criadas por Deus são boas, e nada deve ser rejeitado se é recebido com ações de graças; 1 Timóteo 4:4 17 manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a sua esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que nos concede abundantemente todas as coisas para delas gozarmos; 1 Timóteo 6:17 13 Perguntou o Senhor a Abraão: Por que se riu Sara, dizendo: É verdade que eu, que sou velha, darei à luz um filho? Gênesis 18:13 2 Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de cânticos. Então se dizia entre as nações: Grandes coisas fez o Senhor por eles. Salmos 126:2 1 Canta, alegremente, ó estéril, que não deste à luz; exulta de prazer com alegre canto, e exclama, tu que não tiveste dores de parto; porque mais são os filhos da desolada, do que os filhos da casada, diz o Senhor. Isaías 54:1