Comentário Bíblico
Adventista
Cavalo - (cba)
Jó 39:19
Jó 39:19-25 descrevem o cavalo de guerra. A seguinte citação de Virgílio se assemelha à vívida descrição contida nos versículos mencionados:
"Se nasce o potro dos de melhor casta,
Dá para ouvir ao longe tinir arma,
Não é capaz de se manter quieto,
Fica de orelha fita, tremem pernas
e como das narinas lhe sai fogo.
A crina espessa quando sacudida,
Lhe cai para a direita, e sobre a espinha
Se lhe vê desenhado um longo sulco
Que duplo vai quando lhe chega aos rins;
A pata marca a terra, o casco soa"
(Virgílio, Obras: Bucólicas, Geórgicas, Eneida; Lisboa, Temas e Debates, 1997, trad. Agostinho da Silva).
Crinas - (cba)
Jó 39:19
Do heb. ra'mah, cujo significado é incerto. Alguns creem que a palavra designe a crina do cavalo. Ra'mah é a forma feminina da palavra traduzida como "trovão", em Jó 39:25, mas é duvidoso que a forma feminina tenha o mesmo significado da masculina. A figura é a da excitação e da ansiedade do cavalo de guerra quando, com o pescoço arqueado, se lança em batalha.
Comentário Bíblico
Mathew Henry
Deus interroga a Jó a respeito de diversos animais - (Mathew Henry)
Jó 39:1-30
O Senhor humilha Jó com estas perguntas. Neste capítulo, fala-se de diversos animais, cuja natureza ou situação demonstra, em particular, o poder, a sabedoria, e as múltiplas obras de Deus, como o cavalo selvagem, por exemplo. Melhor é trabalhar e ser bom para algo, do que perambular sem rumo definido e não servir para coisa alguma. Através da característica indomável destas e de outras criaturas, podemos ver que não somos bons para dar leis à providência, uma vez que nem sequer podemos domar um burrinho selvagem. O unicórnio, criatura orgulhosa, imponente e forte, é capaz de servir, mas não tem a disposição; Deus desafia Jó que o force a isto. Grande misericórdia é quando Deus coloca força onde está o coração para servir; por isso, devemos orar e nos convencermos racionalmente, coisa que os brutos não podem fazer. Os dons mais valiosos nem sempre são os que causam o maior espetáculo. Quem não preferiria ter a voz do rouxinol, ao invés da cauda do pavão real; e olho da águia e suas asas poderosas, e o afeto natural da cegonha, ao invés das belas plumas da avestruz, que nunca pode elevar-se da terra e não possui afeto natural? A descrição do cavalo de guerra nos ajuda a entender o caráter dos pecadores presunçosos.
Cada um se vai por seu caminho como o cavalo que leva a carga na batalha. Quando o coração do homem está totalmente disposto a fazer o mal, e é levado pela violência de seus apetites e paixões, não há forma de fazer com que tema a ira de Deus e as consequências fatais da transgressão. Os pecadores seguros pensam que estão a salvo em seus pecados, como a águia em seu ninho, nas fendas das altas roxas. "Porém, eu os derrubarei dali", diz o Senhor (Jeremias 49:16).
Todas estas belas referências à natureza devem nos ensinar o enfoque correto da rica sabedoria divina, daquEle tudo fez e que sustenta todas as coisas. A falta de uma visão correta sobre a sabedoria de Deus, que sempre está presente em todas as coisas, conduziu Jó a pensar e a falar indignamente a respeito da providência divina.
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- Análise em Cadeia 1 Então cantaram Moisés e os filhos de Israel este cântico ao Senhor, dizendo: Cantarei ao Senhor, porque gloriosamente triunfou; lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro. Êxodo 15:1 10 Não se deleita na força do cavalo, nem se compraz nas pernas do homem. Salmos 147:10 1 O Senhor reina; está vestido de majestade. O Senhor se revestiu, cingiu-se de fortaleza; o mundo também está estabelecido, de modo que não pode ser abalado. Salmos 93:1 1 Bendize, ó minha alma, ao Senhor! Senhor, Deus meu, tu és magnificentíssimo! Estás vestido de honra e de majestade, Salmos 104:1 25 Toda vez que soa a trombeta, diz: Eia! E de longe cheira a guerra, e o trovão dos capitães e os gritos. Jó 39:25 17 Tiago, filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago, aos quais pôs o nome de Boanerges, que significa: Filhos do trovão; Marcos 3:17