Comentário Bíblico
Adventista
A muitos estádios da terra - (cba)
Mateus 14:24
A evidência textual favorece esta variante, em vez de “no meio do mar” (ARC). Os discípulos tinham remado entre 25 e 30 estádios (João 6:19), de quatro a cinco quilômetros quando Jesus os alcançou. Em circunstâncias normais, teriam percorrido essa distância em mais ou menos uma hora, mas nessa ocasião levaram aproximadamente oito horas (ver com. de Mateus 14:25). Isso é uma evidência do forte vento que eles encontraram enquanto cruzavam o lago. A distância até Cafarnaum era de aproximadamente seis quilômetros, mas o vento os levou bem mais ao sul do que pretendiam, com o resultado de que chegaram à margem ao sul de Cafarnaum, na planície de Genesaré (ver Mateus 14:34; ver com. Lucas 5:1), uma distância cerca de duas vezes o curso direto para Cafarnaum.
- 19 Tendo, pois, remado uns vinte e cinco ou trinta estádios, viram a Jesus andando sobre o mar e aproximando-se do barco; e ficaram atemorizados. João 6:19 25 Â quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando sobre o mar. Mateus 14:25 34 Ora, terminada a travessia, chegaram à terra em Genezaré. Mateus 14:34 1 Certa vez, quando a multidão apertava Jesus para ouvir a palavra de Deus, ele estava junto ao lago de Genezaré; Lucas 5:1
Açoitado - (cba)
Mateus 14:24
Literal mente, “afligido” ou “atormentado”. Marcos diz que estavam “em dificuldade a remar”. Em Marcos 6:48, a expressão traduzida como “em dificuldade” provém da mesma palavra grega aqui traduzida como “açoitado”. O lorte vento da tempestade tornava impraticável usar a vela, e é provável que tenham preferido remar.
O vento era contrário - (cba)
Mateus 14:24
Se os discípulos tivessem cruzado o lago quando Jesus lhes disse para irem, talvez tivessem escapado da tempestade. Mas sua obstinação fez com que demorassem para partir, até que fosse quase noite (ver DTN, 379, 380). Cerca de oito horas depois (ver com. de Mateus 14:25), estavam lutando pela vida. Judas tinha encabeçado o projeto de tornar Cristo rei à força e, sem dúvida, se ressentiu mais que os outros com a ordem de embarcarem para o outro lado antes do Mestre (ver Mateus 14:22; DTN, 718). Judas parece ter sido o principal responsável por confundir o pensamento de seus colegas e difundir o descontentamento que enchia o coração deles (ver DTN, 719, 380). À medida que os discípulos, em obediência a Cristo, saíam para cruzar o lago, sentimentos de humilhação, desapontamento, ressentimento e impaciência lhes perturbavam o coração. Pode-se dizer que a hesitação na praia produziu a descrença. O vento era contrário assim como o coração deles; mas, pela providência divina, o mar tempestuoso se tornou o meio de acalmar a tempestade interior. Muitas vezes, também nos encontramos à deriva num mar sombrio e tempestuoso de problemas.
Comentário Bíblico
Mathew Henry
Nota - (Mathew Henry)
Mateus 14:22-33
Não são seguidores de Cristo os que não podem estar a sós com Deus em seus corações. Em ocasiões especiais, e quando temos os nossos corações dilatados, é bom continuar orando secretamente por um longo tempo, e derramar nossos corações diante do Senhor.
Não é coisa nova para os discípulos de Cristo deparar-se com tormentas pelo caminho do dever, mas por isso Ele se mostra com mais graça a eles e a favor deles. Ele pode tomar o caminho que lhe agrade para salvar a seu povo. Porém, até as aparências de libertação às vezes ocasionam problemas e perplexidade ao povo de Deus pelos erros que têm acerca de Cristo. Nada deveria assustar aos que têm a Cristo junto a si e que sabem que é seu, nem mesmo a própria morte.
Pedro caminhou sobre a água, não por diversão, nem por soberba, mas para ir a Jesus, e nisso foi sustentado maravilhosamente. É prometido sustento especial, que deve ser esperado; porém, somente em empreendimentos espirituais; tampouco podemos sequer ir a Jesus a menos que sejamos sustentados pelo seu poder. Cristo disse a Pedro que viesse a Ele, não só para que pudesse andar sobre as águas e assim conhecer o poder de seu Senhor, mas para que conhecesse a sua própria fraqueza. Às vezes o Senhor permite que seus servos tenham o que escolhem para humilhá-los, prová-los e mostrar a grandeza de seu poder e de sua graça.
Quando deixamos de olhar a Cristo para olhar a grandeza das dificuldades que se nos opõem, começamos a desfalecer; mas quando o invocamos, Ele estende seu braço e nos salva. Cristo é o grande Salvador; aqueles que precisam ser salvos devem ir a Ele e clamar pedindo salvação; nunca somos levados até a este ponto, até que nos encontremos afundando: o sentimento de necessidade nos leva a Ele. Ele repreendeu a Pedro. Se pudéssemos crer mais, sofreríamos menos. A debilidade da fé e o predomínio de nossas dúvidas desagradam nosso Senhor Jesus, porque não há uma boa razão para que os discípulos de Cristo tenham dúvidas. Mesmo em um dia tempestuoso, Ele é uma ajuda muito presente para eles.
Ninguém, senão o Criador do mundo, podia multiplicar os pães; ninguém, senão o seu Governador, poderia andar sobre as águas do mar: os discípulos se renderam à evidência e confessaram a sua fé. Eles foram apropriadamente tocados e adoraram a Cristo. Aquele que vai a Deus deve crer; e o que crê em Deus, irá a Ele (Hebreus 11:6).
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- Análise em Cadeia 24 E eis que se levantou no mar tão grande tempestade que o barco era coberto pelas ondas; ele, porém, estava dormindo. Mateus 8:24 11 e aflita arrojada com a tormenta e desconsolada eis que eu assentarei as tuas pedras com antimônio, e lançarei os teus alicerces com safiras. Isaías 54:11 48 E, vendo-os fatigados a remar, porque o vento lhes era contrário, pela quarta vigília da noite, foi ter com eles, andando sobre o mar; e queria passar-lhes adiante; Marcos 6:48 18 ademais, o mar se empolava, porque soprava forte vento. João 6:18 4 Partindo dali, fomos navegando a sotavento de Chipre, porque os ventos eram contrários. Atos 27:4