Comentário Bíblico
Adventista
Codornizes - (cba)
Êxodo 16:13
Alguns comentaristas explicam a palavra traduzida por "codornizes" como peixes voadores ou gafanhotos. No entanto, Salmos 78:27 diz tratar-se de "bandos de aves" (NVI). Atualmente, o consenso é que a palavra "codorniz" está correta. Esta codorniz é uma ave de caça de até 25 em de comprimento, a Coturnix communis, e pertence à mesma ordem dos faisões e perdizes. Assemelha-se à codorniz americana. Ornitólogos relataram grandes migrações de codornizes procedentes da Romênia, Hungria e do sul da Rússia, que se deslocam ao norte da África pelo Mediterrâneo oriental. Milhares de codornizes foram exportadas por dia do Sinai para a Europa. Muitas gravuras egípcias antigas mostram pessoas caçando codornizes com redes de mão lançadas sobre arbustos onde as codornizes descansavam.
Comentário Bíblico
Mathew Henry
Nota - (Mathew Henry)
Êxodo 16:13-21
Ao anoitecer, chegaram as codornizes e o povo apanhou facilmente quantas necessitaram. O maná chegou com o orvalho. Eles o chamaram de maná, "man hu", que significa "que é isto?" Era uma porção que Deus nos determinou, uma comida agradável e um alimento saudável. O maná chovia do céu ; quando o orvalho cessava de descer, aparecia algo como uma coisa miúda e redonda, como a geada sobre a terra, como a semente do coentro, e de uma cor semelhante à das pérolas. O maná caía somente seis dias por semana, e deveria ser guardado em quantidade dobrada na sexta-feira; guardado por mais de um dia, decompunha-se e ficava repleto de bichos, exceto no dia do repouso. O povo jamais o havia visto anteriormente; podiam moê-lo no moinho, ou pilá-lo em um morteiro, e em seguida preparar tortas e cozê-las em fornos. Permaneceu durante os quarenta anos em que os israelitas estiveram no deserto, por onde foram, e cessou quando obtiveram a primeira colheita em Canaã. Tudo isso mostra quão diferente era de qualquer coisa encontrada anteriormente, ou mesmo em nossos dias.
Eles deveriam recolher o maná a cada manhã. Aqui, ensina-nos:
Primeiro - a sermos prudentes e diligentes para provermos comida para nós, nossas famílias e os que estão sob nossa responsabilidade; a trabalharmos tranquilos e comermos o nosso próprio pão, e não o pão do ócio ou do engano. A abundância por parte de Deus dá lugar ao dever do homem; já era assim na época em que chovia o maná. Eles não deviam comer até que o tivessem recolhido;
Segundo - a estarmos contentes com a suficiência. Aqueles que mais têm, têm somente alimento e vestes para si mesmos; aqueles que menos têm, geralmente têm estas coisas, de modo que aqueles que recolhem muito nada têm que sobre, e nada falta ao que junta pouco. Não há desproporção entre um e outro quanto ao desfrutar as coisas desta vida, como existe na simples posse delas;
Terceiro - a confiar na providência divina; que durmam em paz mesmo que não tenham pão em suas tendas, nem em qualquer outra parte do acampamento, confiantes que Deus, no dia seguinte, lhes trará o pão cotidiano.
O povo estava mais seguro e a salvo confiando no armazém de Deus, do que no poder deles, e que o sustento que dEle viesse seria mais doce e fresco. Veja aqui quão néscio é desesperar-se para acumular riquezas. O maná que foi acumulado por alguns, que pensaram ser mais sábios e melhores administradores do que os seus vizinhos, e que quiseram abastecer-se para que não lhes faltasse no dia seguinte, ficou cheio de bichos e se decompós. Aquilo que é ajuntado cobiçosamente e sem fé ficará completamente desperdiçado. Tais riquezas são corruptas (Tiago 5:2,3).
A mesma sabedoria, poder e bondade que do alto trouxe para os israelitas o alimento diário no deserto, produz anualmente o alimento como fruto da terra no curso constante da natureza, e nos dá todas as coisas com abundância para desfrutarmos delas.
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- Análise em Cadeia 31 Soprou, então, um vento da parte do Senhor e, do lado do mar, trouxe codornizes que deixou cair junto ao arraial quase caminho de um dia de um e de outro lado, à roda do arraial, a cerca de dois côvados da terra. 32 Então o povo, levantando-se, colheu as codornizes por todo aquele dia e toda aquela noite, e por todo o dia seguinte; o que colheu menos, colheu dez hômeres. E as estenderam para si ao redor do arraial. 33 Quando a carne ainda estava entre os seus dentes, antes que fosse mastigada, acendeu-se a ira do Senhor contra o povo, e feriu o Senhor ao povo com uma praga, mui grande. Números 11:31-33 27 Sobre eles fez também chover carne como poeira, e aves de asas como a areia do mar; 28 e as fez cair no meio do arraial deles, ao redor de suas habitações. Salmos 78:27,28 40 Eles pediram, e ele fez vir codornizes, e os saciou com pão do céu. Salmos 105:40 9 E, quando o orvalho descia de noite sobre o arraial, sobre ele descia também o maná. Números 11:9