Comentário Bíblico
Adventista
Chegado a Cafarnaum - (cba)
Mateus 17:24
[Jesus paga imposto, Mateus 17:24-27]. Evidentemente, Jesus e os discípulos acabavam de voltar de uma breve jornada pela Galileia (DTN, 432; cf. Mateus 17:22,23; ver com. de Marcos 9:30-32). Como de costume, Jesus provavelmente estava hospedado na casa de Pedro (ver com. de Marcos 1:29; Marcos 2:1), onde permaneceu durante as semanas restantes de Sua estada na Galileia.
- 24 Tendo eles chegado a Cafarnaum, aproximaram-se de Pedro os que cobravam as didracmas, e lhe perguntaram: O vosso mestre não paga as didracmas? 25 Disse ele: Sim. Ao entrar Pedro em casa, Jesus se lhe antecipou, perguntando: Que te parece, Simão? De quem cobram os reis da terra imposto ou tributo? dos seus filhos, ou dos alheios? 26 Quando ele respondeu: Dos alheios, disse-lhe Jesus: Logo, são isentos os filhos. 27 Mas, para que não os escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, tira o primeiro peixe que subir e, abrindo-lhe a boca, encontrarás um estáter; toma-o, e dá-lho por mim e por ti. Mateus 17:24-27 22 Ora, achando-se eles na Galiléia, disse-lhes Jesus: O Filho do homem está para ser entregue nas mãos dos homens; 23 e matá-lo-ão, e ao terceiro dia ressurgirá. E eles se entristeceram grandemente. Mateus 17:22,23 30 Depois, tendo partido dali, passavam pela Galiléia, e ele não queria que ninguém o soubesse; 31 porque ensinava a seus discípulos, e lhes dizia: O Filho do homem será entregue nas mãos dos homens, que o matarão; e morto ele, depois de três dias ressurgirá. 32 Mas eles não entendiam esta palavra, e temiam interrogá-lo. Marcos 9:30-32 29 Em seguida, saiu da sinagoga e foi a casa de Simão e André com Tiago e João. Marcos 1:29 1 Alguns dias depois entrou Jesus outra vez em Cafarnaum, e soube-se que ele estava em casa. Marcos 2:1
Os que cobravam - (cba)
Mateus 17:24
Literalmente, “que recebiam a dupla dracma” [gr. didrachmon]. Estes não eram os publicanos, ou cobradores de impostos (ver com. de Lucas 3:12), que cobravam pedágios e impostos para as autoridades civis, mas os homens designados em cada distrito para recolher o imposto do templo, o meio siclo exigido de todo homem judeu livre, com 20 anos de idade ou mais, para a manutenção do templo. Esse imposto não era obrigatório no mesmo sentido em que era o dízimo, mas seu pagamento era considerado um dever religioso (sobre a origem desse imposto e dos regulamentos relativos a ele, ver com. de Êxodo 30:12-16). De acordo com a Mishnah (Shekalim, 1.1, cd. Soncino, Talmude, p. 1), devia ser feito um anúncio público sobre o imposto no primeiro dia de adar, correspondente a nosso fevereiro ou março. No dia 15 de adar, “eram postas mesas [de cambistas] nas províncias” e, 10 dias mais tarde, no templo (Shekalim, 1.3, Soncino ed. do Talmude, p. 2). Portanto, o imposto do templo para aquele ano estava com vários meses de atraso.
- 12 Chegaram também uns publicanos para serem batizados, e perguntaram-lhe: Mestre, que havemos nós de fazer? Lucas 3:12 12 Quando fizeres o alistamento dos filhos de Israel para sua enumeração, cada um deles dará ao Senhor o resgate da sua alma, quando os alistares; para que não haja entre eles praga alguma por ocasião do alistamento. 13 Dará cada um, ao ser alistado, meio siclo, segundo o siclo do santuário (este siclo é de vinte jeiras); meio siclo é a oferta ao Senhor. 14 Todo aquele que for alistado, de vinte anos para cima, dará a oferta do Senhor. 15 O rico não dará mais, nem o pobre dará menos do que o meio siclo, quando derem a oferta do Senhor, para fazerdes expiação por vossas almas. 16 E tomarás o dinheiro da expiação dos filhos de Israel, e o designarás para o serviço da tenda da revelação, para que sirva de memorial a favor dos filhos de Israel diante do Senhor, para fazerdes expiação por vossas almas. Êxodo 30:12-16
O antigo siclo hebraico não estava mais em uso geral, mas o costume rabínico exigia que o imposto do templo fosse pago na unidade do meio siclo. Aqueles que “recebiam o tributo” trocavam a moeda do reino pela moeda do templo, obtendo um lucro em cada transação. O gr. didrachama, traduzido por “tributo”, era a dupla dracma, quase equivalente ao meio siclo e cerca de duas vezes o valor de um denário romano, tido como o salário de um dia (ver com. de Mateus 20:2).
Dirigiram-se a Pedro - (cba)
Mateus 17:24
Provavelmente porque Jesus estava hospedado na casa de Pedro.
Não paga o vosso Mestre [...]? - (cba)
Mateus 17:24
Não se sabe se era mantido um registro de quem pagava o imposto, nem se aqueles que abordaram Pedro já sabiam que Jesus não havia pago o imposto. Além disso, essa não era a época do ano em que o imposto era recolhido. Parece que, muito antes disso, se soubessem que Jesus não havia pago o imposto, os escribas, que durante aqueles meses tinham incomodado Jesus várias vezes publicamente (ver com. de Mateus 16:1; Marcos 7:1-23), teriam-No confrontado pela suposta inadimplência. Aparentemente, a ideia de desafiar Jesus a esse respeito havia chegado havia pouco à mente deles; era parte de um plano bem elaborado. No grego, assim como em português, o pronome está no plural (“vosso”). Com essa abordagem, os cobradores de impostos criaram um motivo de preocupação a todos os discípulos, não apenas a Pedro.
- 1 Então chegaram a ele os fariseus e os saduceus e, para o experimentarem, pediram-lhe que lhes mostrasse algum sinal do céu. Mateus 16:1 1 Foram ter com Jesus os fariseus, e alguns dos escribas vindos de Jerusalém, 2 e repararam que alguns dos seus discípulos comiam pão com as mãos impuras, isto é, por lavar. 3 Pois os fariseus, e todos os judeus, guardando a tradição dos anciãos, não comem sem lavar as mãos cuidadosamente; 4 e quando voltam do mercado, se não se purificarem, não comem. E muitas outras coisas há que receberam para observar, como a lavagem de copos, de jarros e de vasos de bronze. 5 Perguntaram-lhe, pois, os fariseus e os escribas: Por que não andam os teus discípulos conforme a tradição dos anciãos, mas comem o pão com as mãos por lavar? 6 Respondeu-lhes: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim; 7 mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. 8 Vós deixais o mandamento de Deus, e vos apegais à tradição dos homens. 9 Disse-lhes ainda: Bem sabeis rejeitar o mandamento de deus, para guardardes a vossa tradição. 10 Pois Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser ao pai ou à mãe, certamente morrerá. 11 Mas vós dizeis: Se um homem disser a seu pai ou a sua mãe: Aquilo que poderías aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta ao Senhor, 12 não mais lhe permitis fazer coisa alguma por seu pai ou por sua mãe, 13 invalidando assim a palavra de Deus pela vossa tradição que vós transmitistes; também muitas outras coisas semelhantes fazeis. 14 E chamando a si outra vez a multidão, disse-lhes: Ouvi-me vós todos, e entendei. 15 Nada há fora do homem que, entrando nele, possa contaminá-lo; mas o que sai do homem, isso é que o contamina. 16 [Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça.] 17 Depois, quando deixou a multidão e entrou em casa, os seus discípulos o interrogaram acerca da parábola. 18 Respondeu-lhes ele: Assim também vós estais sem entender? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode contaminar, 19 porque não lhe entra no coração, mas no ventre, e é lançado fora? Assim declarou puros todos os alimentos. 20 E prosseguiu: O que sai do homem , isso é que o contamina. 21 Pois é do interior, do coração dos homens, que procedem os maus pensamentos, as prostituições, os furtos, os homicídios, os adultérios, 22 a cobiça, as maldades, o dolo, a libertinagem, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a insensatez; 23 todas estas más coisas procedem de dentro e contaminam o homem. Marcos 7:1-23
Comentário Bíblico
Ellen G. White e Outros
imposto das duas dracmas
Mateus 17:24
Todo judeu do sexo masculino de 20 anos para cima tinha a obrigação de pagar um imposto anual ao templo. As duas dracmas gregas ram equivalentes a meio siclo hebraico, que valia dois dias de trabalho. Esse imposto era destinado à manutenção do santuário (Êxodo 30:11-16). Os cobradores do imposto do tempo armavam tendas para recolhê-lo. Somente Mateus menciona esse episódio, possivelmente por ter sido cobrador de impostos antes de aceitar o convite de Jesus para ser discípulo.
Comentário Bíblico
Mathew Henry
Nota - (Mathew Henry)
Mateus 17:24-27
Pedro estava certo de que seu Mestre estava pronto para fazer o que era justo. Cristo falou primeiro de dar-lhe provas de que não se podia esconder dEle nenhum pensamento. Não renunciemos nosso dever por medo de ofender, mas às vezes temos de negarmo-nos a nós mesmos, em nossos interesses mundanos, para não ofender outros.
Contudo o dinheiro estava no peixe; o único que sabe todas as coisas era quem poderia sabê-lo, e si o poder onipotente poderia levar este peixe ao anzol de Pedro.
O poder e a pobreza de Cristo devem ser mencionados juntamente. Se somos chamados pela providência divina a sermos pobres, como nosso Senhor, confiemos em seu poder, e o nosso Deus satisfará todas as nossas necessidades, conforme as suas riquezas em glória por Cristo Jesus. No caminho da obediência, ao longo do caminho, a nossa vocação habitual poderá nos ajudar, assim como ajudou a Pedro. Se uma emergência repentina se apresentar, que não estejamos preparados para enfrentar, não recorramos ao próximo sem antes buscarmos a Cristo.
![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]()
|
- Análise em Cadeia 33 Chegaram a Cafarnaum. E estando ele em casa, perguntou-lhes: Que estáveis discutindo pelo caminho? Marcos 9:33 13 Dará cada um, ao ser alistado, meio siclo, segundo o siclo do santuário (este siclo é de vinte jeiras); meio siclo é a oferta ao Senhor. Êxodo 30:13 26 um beca para cada cabeça, isto é, meio siclo, conforme o siclo do santuário, de todo aquele que passava para os arrolados, da idade de vinte anos e acima, que foram seiscentos e três mil quinhentos e cinqüenta. Êxodo 38:26