Comentário Bíblico
Adventista
Não lhe respondeu palavra - (cba)
Mateus 15:23
O propósito de Cristo era ensinar aos discípulos uma lição sobre o trabalho pelos não judeus, representando o contraste entre a atitude costumeira dos judeus e a Sua (ver com. de Mateus 15:21). O rabino judeu típico teria feito precisamente o que os discípulos propuseram, mandando-a embora sem sequer dar uma resposta direta ao seu pedido. O favor com que o próprio Jesus considerava os gentios como pessoas qualificadas aos privilégios do reino dos céus é evidente pelo que Ele tinha dito sobre eles (Lucas 4:26,27), bem como no que havia feito por eles em ocasiões anteriores. De forma alguma Jesus compartilhava a estreita exclusividade que os judeus sentiam em relação aos gentios (ver com. de Mateus 15:22,26).
- 21 Ora, partindo Jesus dali, retirou-se para as regiões de Tiro e Sidom. Mateus 15:21 26 e a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva em Serepta de Sidom. 27 Também muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Elizeu, mas nenhum deles foi purificado senão Naamã, o sírio. Lucas 4:26,27 22 E eis que uma mulher cananéia, provinda daquelas cercania, clamava, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de mim, que minha filha está horrivelmente endemoninhada. 26 Ele, porém, respondeu: Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos. Mateus 15:22,26
Seus discípulos, aproximando-se - (cba)
Mateus 15:23
Eles não gostaram da publicidade provocada pelos apelos fervorosos dessa mulher gentia, que eles consideravam não mais digna do que um cão (ver com. de Mateus 10:5). Ela não era apenas uma estranha, ela era uma mulher. E não só isso, ela era uma estrangeira. No conceito deles acerca da comissão evangélica, ainda não havia lugar para mulheres estranhas e estrangeiras.
Nota Adicional a Mateus 15 - (cba)
Mateus 15:1-39
Críticos têm muitas vezes afirmado que a alimentação dos quatro mil não é um evento diferente da alimentação dos cinco mil. Eles apontam para muitos detalhes semelhantes e, principalmente, para a atitude dos discípulos quando Cristo propôs alimentar tão grande multidão em uma região escassamente povoada. No entanto, vários outros detalhes indicam que são dois incidentes semelhantes, como os escritores dos evangelhos afirmam, e não duas versões de um único incidente, como os críticos entendem.
Os pontos de semelhança podem ser relacionados como: (1) a região em que ocorreu o milagre: a costa leste ou nordeste da Galileia; (2) uma grande multidão reunida em uma colina, em campo aberto, para ouvir Jesus; (3) a falta de alimento e a simpatia de Jesus pelo povo naquela situação; (4) o diálogo de Jesus com os discípulos, implicando que eles deveriam tomar a iniciativa de fornecer o alimento; (5) a resposta incrédula dos discípulos e a pergunta de Jesus quanto às fontes disponíveis; (6) a multidão sentada no chão; (7) a bênção, o partir e a distribuição dos pães e dos peixes; (8) o alimento excedente; (9) a despedida da multidão; e (10) o retorno para a costa ocidental do lago.
Os pontos de divergência são estes: (1) em um, a chegada pelo mar; no outro, por terra, como sugere o contexto; (2) um, perto de Betsaida Julia; o outro, provavelmente mais ao sul, perto de Gergesa; (3) em um, os judeus que estavam a caminho para assistir à Páscoa (DTN, 364); no outro, os gentios que viviam na região (DTN, 404); (4) em um, o ensino com a duração de um dia; no outro, o ensino com a duração de três dias; (5) as circunstâncias que levaram Jesus à região: em um, a fim de ficar a sós com os discípulos; no outro, Jesus já estava na região curando as pessoas; (6) tempo: em um, logo após a terceira viagem pela Galileia; no outro, depois de uma viagem à Fenícia; (7) em um, a multidão se reuniu no calor do momento e não tinha provisões; no outro, a multidão aparentemente tinha provisões para um dia ou dois e, portanto, tinha se preparado conforme um planejamento anterior; (8) em um, cinco mil; em outro, quatro mil; (9) em um, os discípulos apresentaram o problema e propuseram despedir as multidões para casa; em outro, Jesus apresentou o problema, sugerindo que era dever dos discípulos fazer alguma coisa; (10) em um, a relva era verde; no outro, não há menção à vegetação; (11) em um, é descrita a disposição ordenada dos assentos; no outro, não se menciona como o povo se assentou; (12) o tipo de cestos usados para recolher o excedente: em um, kophinoi; no outro, spurides; (13) a quantidade recolhida: em um, 12 kophinoi; no outro, 7 spurides; (14) em um, Jesus envia os discípulos à frente para atravessar o lago e Se retira para as montanhas a fim de orar; no outro, EIc os acompanha; (15) destino: em um, Cafarnaum ou Genesaré; no outro, Magdala; (16) em um, seguido por uma tempestade no lago; no outro, sem mencionar a travessia tempestuosa; (17) em um, o incentivo que levou a multidão a se ajuntar foi que alguns tinham visto Jesus partir; no outro, alguns tinham ido de grande distância e não teriam tomado conhecimento da reunião, nem podiam alcançá-la, a não ser mediante planejamento anterior.
A natureza incidental dos vários pontos de diferença impede que se considere uma origem comum para as duas narrativas nem qualquer intenção por parte dos escritores dos evangelhos de criar duas histórias a partir de uma original. Deve-se notar, também, que os pontos de semelhança são, em sua maioria, de natureza geral, enquanto os pontos de divergência, em grande parte, tratam de detalhes específicos. Além disso, são mais os pontos de diferença que os de semelhança. Alguns dos pontos diferentes mais significativos são particularmente dignos de nota:
1. Na alimentação dos cinco mil, havia muita relva (Mateus 14:19; Marcos 6:39; João 6:10), enquanto, com os quatro mil nenhum dos evangelhos menciona a relva. O primeiro milagre ocorreu poucos dias antes da Páscoa, provavelmente na última parte de março ou no início de abril, do ano 30 d.C. (ver com. de Marcos 6:30). Na Palestina, as últimas chuvas significativas caíam em março e, em geral, a relva secava com a chegada da estação seca, algumas semanas mais tarde. Tanto Mateus quanto Marcos registram incidentes que, tomados em seu contexto, deixam claro que houve um lapso de tempo de pelo menos várias semanas entre os dois milagres (ver com. de Marcos 7:1; Mateus 15:21). A relva estaria marrom e seca no momento do segundo milagre. Esses dois pontos independentes e acidentais das duas narrativas tendem a se confirmar mutuamente, considerando que se o inverso fosse verdade - caso a relva fosse mencionada no segundo caso, mas não no primeiro - aparentaria uma discrepância.
- 19 Tendo mandado às multidões que se reclinassem sobre a relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou; e partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos às multidões. Mateus 14:19 39 Então lhes ordenou que a todos fizessem reclinar-se, em grupos, sobre a relva verde. Marcos 6:39 10 Disse Jesus: Fazei reclinar-se o povo. Ora, naquele lugar havia muita relva. Reclinaram-se aí, pois, os homens em número de quase cinco mil. João 6:10 30 Reuniram-se os apóstolos com Jesus e contaram-lhe tudo o que tinham feito e ensinado. Marcos 6:30 1 Foram ter com Jesus os fariseus, e alguns dos escribas vindos de Jerusalém, Marcos 7:1 21 Ora, partindo Jesus dali, retirou-se para as regiões de Tiro e Sidom. Mateus 15:21
2. Os cestos da primeira ocasião foram kophinoi, pequenos cestos de mão, e os da segunda ocasião, spurides, grandes (ver com. de Marcos 6:43). No caso dos cinco mil, os discípulos carregavam kophinoi, ou pequenos cestos de mão, como os judeus usavam em viagens curtas, e a primeira ocasião envolveu uma viagem de cerca de 16 km em menos de 24 horas. A segunda ocasião foi precedida por uma jornada de 80 a 120 km, através de território predominantemente gentio, o que exigiu várias semanas. Em viagem por território gentio, em que os judeus evitavam a compra de alimentos dos pagãos, os discípulos transportavam spurides maiores (ver com. de Marcos 6:43). Se os grandes cestos tivessem sido utilizados com os cinco mil, em uma viagem muito breve, e os cestos menores, em uma viagem mais longa, pareceria haver uma discrepância. O fato de Jesus Se referir mais tarde a ambas as ocasiões e de fazer novamente a distinção entre os kophinoi e os spurides atesta a distinção entre os dois milagres (Mateus 16:9,10; Marcos 8:19,20). Alguns sugerem que a diferença entre os dois tipos de cestos era quanto ao formato, não ao tamanho. Seja qual for, os escritores dos evangelhos mantiveram a distinção no decorrer dos relatos.
- 43 Em seguida, recolheram doze cestos cheios dos pedaços de pão e de peixe. Marcos 6:43 9 Não compreendeis ainda, nem vos lembrais dos cinco pães para os cinco mil, e de quantos cestos levantastes? 10 Nem dos sete pães para os quatro mil, e de quantas alcofas levantastes? Mateus 16:9,10 19 Quando parti os cinco pães para os cinco mil, quantos cestos cheios de pedaços levantastes? Responderam-lhe: Doze. 20 E quando parti os sete para os quatro mil, quantas alcofas cheias de pedaços levantastes? Responderam-lhe: Sete. Marcos 8:19,20
3. O fato de a multidão permanecer com Jesus durante três dias na segunda ocasião e de, aparentemente, não ficar sem comida até o terceiro dia favorece a suposição de que estava preparada para permanecer por pelo menos um ou dois dias. Em outras palavras, as pessoas sabiam que se encontrariam com Jesus e, aparentemente, esperavam passar algum tempo com Ele. O fato adicional de alguns deles serem “de longe” (Marcos 8:3) aponta para uma reunião planejada, o que não aconteceu com a primeira. Mas a narrativa do evangelho fornece involuntariamente uma explicação completamente satisfatória de como o povo passou a se reunir dessa forma, embora esse foto não seja relatado em conexão com a própria história: os dois endemoniados curados contaram sua história ao longo de Decápolis (Marcos 5:20; Lucas 8:39). Eles haviam sido sinceros e zelosos em seu trabalho, de modo que em toda a região havia um grande desejo de ver Jesus (cf. Lucas 8:40; DTN, 404). Muitos meses depois, quando Ele voltou, os dois endemoniados curados, bem como outros, se uniram na divulgação da notícia. Possivelmente, com o consentimento prévio de Jesus, eles convocaram o povo de longe e de perto.
- 3 Se eu os mandar em jejum para suas casas, desfalecerão no caminho; e alguns deles vieram de longe. Marcos 8:3 20 Ele se retirou, pois, e começou a publicar em Decápolis tudo quanto lhe fizera Jesus; e todos se admiravam. Marcos 5:20 39 Volta para tua casa, e conta tudo quanto Deus te fez. E ele se retirou, publicando por toda a cidade tudo quanto Jesus lhe fizera. Lucas 8:39 40 Quando Jesus voltou, a multidão o recebeu; porque todos o estavam esperando. Lucas 8:40
O principal motivo para os críticos negarem a distinção entre os dois milagres é o fato de que os discípulos estavam tão despreparados para essa manifestação do poder de Cristo como na ocasião anterior (Mateus 15:33; Marcos 6:35-37). Além disso, haviam se passado, no máximo, não mais de três meses, possivelmente quatro, desde o milagre anterior, e parece difícil acreditar que os discípulos teriam sido tão lentos de raeiocínio como parecem ter sido nessa ocasião. No entanto, a primeira multidão era composta cxclusivamcnte de judeus que, presumivelmente, eram qualificados para o “pão do céu”. Nesta segunda vez, a multidão era composta exclusivamente de gentios (DTN, 404, 405). O próprio Jesus havia afirmado íazia pouco que “não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos” (Mateus 15:26). Essa afirmação não se aplicava literalmente mais do que em sentido figurado, contudo, em sua dificuldade de compreensão (cf. Mateus 16:6-11), os discípulos evidentemente a tomaram literalmente. Não se haviam passado 24 horas, e Jesus os repreendeu novamente por serem tão lentos para compreender o sentido de Suas palavras (Mateus 15:9-12). Para os discípulos, o mais surpreendente e inesperado não foi que Jesus pudesse fornecer o pão, mas que Ele fizesse isso pelos gentios.
- 33 Disseram-lhe os discípulos: Donde nos viriam num deserto tantos pães, para fartar tamanha multidão? Mateus 15:33 35 Estando a hora já muito adiantada, aproximaram-se dele seus discípulos e disseram: O lugar é deserto, e a hora já está muito adiantada; 36 despede-os, para que vão aos sítios e às aldeias, em redor, e comprem para si o que comer. 37 Ele, porém, lhes respondeu: Dai-lhes vós de comer. Então eles lhe perguntaram: Havemos de ir comprar duzentos denários de pão e dar-lhes de comer? Marcos 6:35-37 26 Ele, porém, respondeu: Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos. Mateus 15:26 6 E Jesus lhes disse: Olhai, e acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus. 7 Pelo que eles arrazoavam entre si, dizendo: É porque não trouxemos pão. 8 E Jesus, percebendo isso, disse: Por que arrazoais entre vós por não terdes pão, homens de pouca fé? 9 Não compreendeis ainda, nem vos lembrais dos cinco pães para os cinco mil, e de quantos cestos levantastes? 10 Nem dos sete pães para os quatro mil, e de quantas alcofas levantastes? 11 Como não compreendeis que não nos falei a respeito de pães? Mas guardai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus. Mateus 16:6-11 9 Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homem. 10 E, clamando a si a multidão, disse-lhes: Ouvi, e entendei: 11 Não é o que entra pela boca que contamina o homem; mas o que sai da boca, isso é o que o contamina. 12 Então os discípulos, aproximando-se dele, perguntaram-lhe: Sabes que os fariseus, ouvindo essas palavras, se escandalizaram? Mateus 15:9-12
Comentário Bíblico
Ellen G. White e Outros
Nota
Mateus 15:21-28
Na região de Tiro e Sidom, Jesus encontrou uma comunidade predominantemente gentílica. A cena registrada aqui por Mateus é repleto de preconceitos e barreiras de natureza religiosa, cultural, étnica e política.
Comentário Bíblico
Mathew Henry
Nota - (Mathew Henry)
Mateus 15:21-28
Os mais remotos e escuros rincões do país recebem as influências de Cristo; depois, os confins da terra verão a sua salvação.
A angústia e o transtorno de sua família levou uma mulher a Cristo; ainda que seja a necessidade que nos leve a Cristo, jamais seremos desprezados por Ele. Ela não limitou Cristo a nenhum caso particular de misericórdia, mas misericórdia foi o que ela pediu. Ela não alegou que tivesse méritos, mas apresentou-se como dependente da misericórdia dEle. O dever dos pais é orar por seus filhos, e serem fervorosos ao orar por eles, especialmente por suas almas.
Tens um filho ou uma filha dolorosamente afligida por um demônio do orgulho, um demônio imundo, um demônio da maldade, e que está cativo por sua vontade? Este caso é mais deplorável do que o da possessão corporal, e deveis levá-los a Cristo por fé e oração, pois somente Ele é capaz de libertá-los.
Muitos métodos da providência de Cristo, especialmente de sua graça para tratar com seu povo, que são obscuros e confusos, podem ser explicados por este relato. Ele nos ensina que pode haver amor no coração de Cristo, mesmo que o seu rosto tenha um aspecto franzido e expressão severa, e nos anima a confiar nEle, ainda que pareça pronto para matar-nos. Aqueles a quem Cristo planeja honrar mais, são humilhados para que sintam a sua própria indignidade. Um coração orgulhoso, sem saber o que é humilhação, não suportaria isto. A humilhação o converteu em um argumento para validar sua petição. o estado desta mulher é um emblema do estado do pecador, profundamente consciente da miséria de sua alma. o mínimo de Cristo é precioso para um crente, até mesmo as migalhas do Pão da Vida. De todas as graças, a fé é aquela que mais honra a Cristo; portanto, de todas as graças, Cristo honra mais a fé. Ele curou a filha da mulher cananéia. Ele falou e foi feito. Através deste relato, os que buscam ajuda do Senhor e não recebem a resposta da graça, devem aprender a converter até mesmo a sua indignidade e desalento em rogos de misericórdia.
![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]()
|
- Análise em Cadeia 7 José, vendo seus irmãos, reconheceu-os; mas portou-se como estranho para com eles, falou-lhes asperamente e perguntou-lhes: Donde vindes? Responderam eles: Da terra de Canaã, para comprarmos mantimento. Gênesis 42:7 2 E te lembrarás de todo o caminho pelo qual o Senhor teu Deus tem te conduzido durante estes quarenta anos no deserto, a fim de te humilhar e te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos. Deuteronômio 8:2 1 A ti clamo, ó Senhor; rocha minha, não emudeças para comigo; não suceda que, calando-te a meu respeito, eu me torne semelhante aos que descem à cova. Salmos 28:1 8 Ainda quando grito e clamo por socorro, ele exclui a minha oração. Lamentações 3:8 15 Chegada a tarde, aproximaram-se dele os discípulos, dizendo: O lugar é deserto, e a hora é já passada; despede as multidões, para que vão às aldeias, e comprem o que comer. Mateus 14:15 47 Este, quando ouviu que era Jesus, o nazareno, começou a clamar, dizendo: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim! 48 E muitos o repreendiam, para que se calasse; mas ele clamava ainda mais: Filho de Davi, tem compaixão de mim. Marcos 10:47,48