Comentário Bíblico
Adventista
Naquela mesma hora - (cba)
Lucas 7:21
Os dois mensageiros encontraram Jesus em meio à multidão, em algum lugar na Galileia. Os que sofriam com várias doenças abriam caminho por entre a multidão até onde o Mestre Se encontrava (ver DTN, 216). Cumprimentando os discípulos de João respeitosamente, Jesus evitou responder à pergunta deles e tranquilamente dedicou-se à obra de curar.
O método de Cristo em responder a pergunta formulada pelos dois mensageiros, como todos os Seus demais métodos, é de grande importância aos ministros e professores. Ele poderia ter dado, na ocasião, uma resposta teológica clara e prática, apoiada por diversas citações dos profetas, o que não foi o caso. Havia “um caminho sobremodo excelente” (1 Coríntios 12:31) que era, ao mesmo tempo, mais impressivo e com resultados permanentes. 13 digno de nota que a suprema evidência que Cristo ofereceu de Sua divindade foi a perfeita adaptação de Seu ministério à necessidade dos sofredores e da humanidade perdida (ver DTN, 217; cf. 406, 407).
Cristo nem sempre utilizou o método empregado com os discípulos de joão. Em ocasião posterior, depois de Sua ressurreição, Ele ocultou Sua identidade aos dois discípulos a caminho de Emaús, para dirigir a visão espiritual deles ao fato de que os eventos ligados à Sua morte e ressurreição cumpriam a profecia. Sua instrução prática nas Escrituras forneceu, nesse exemplo, uma evidência mais forte para que Seus seguidores mantivessem a fé (ver DTN, 799).
Os dois mensageiros de João ouviram “rumores” ou “relatos” do ministério de Jesus (Lucas 7:17,18); então, viram por si mesmos, e não poderiam duvidar da veracidade do que ouviram. O método de Cristo de responder-lhes, também ilustra outro princípio importante do ensino da verdade: Ele apresentou a evidência e deixou que os discípulos de João chegassem às suas próprias conclusões. Ele não dogmatizou nem os pressionou a tomar Sua palavra como uma resposta e declarar que qualquer um que dissesse algo contrário estaria em erro. A mente deles foi deixada completamente livre para julgar a questão, com base no que a profecia dizia que o Messias faria (ver com. de Lucas 7:22), e o que Ele próprio estava fazendo (Lucas 7:21).
- 17 E correu a notícia disto por toda a Judéia e por toda a região circunvizinha. 18 Ora, os discípulos de João anunciaram-lhe todas estas coisas. Lucas 7:17,18 22 Então lhes respondeu: Ide, e contai a João o que tens visto e ouvido: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho. Lucas 7:22 21 Naquela mesma hora, curou a muitos de doenças, de moléstias e de espíritos malignos; e deu vista a muitos cegos. Lucas 7:21
Moléstias, e de flagelos - (cba)
Lucas 7:21
Ver com. de Mateus 4:23; Marcos 3:10.
- 23 E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino, e curando todas as doenças e enfermidades entre o povo. Mateus 4:23 10 porque tinha curado a muitos, de modo que todos quantos tinham algum mal arrojavam-se a ele para lhe tocarem. Marcos 3:10
Espíritos malignos - (cba)
Lucas 7:21
É importante notar que Lucas, o médico, distingue cuidadosamente os que estão possuídos por demônios daqueles cuja aflição está limitada ao corpo. Esse fato exclui a possibilidade de ele ter misturado as duas situações, como alguns declararam (ver Lucas 6:17,18; Lucas 7:2; Lucas 8:27-36; ver Nota Adicional a Marcos 1).
- 17 E Jesus, descendo com eles, parou num lugar plano, onde havia não só grande número de seus discípulos, mas também grande multidão do povo, de toda a Judéia e Jerusalém, e do litoral de Tiro e de Sidom, que tinham vindo para ouví-lo e serem curados das suas doenças; 18 e os que eram atormentados por espíritos imundos ficavam curados. Lucas 6:17,18 2 E um servo de certo centurião, de quem era muito estimado, estava doente, quase à morte. Lucas 7:2 27 Logo que saltou em terra, saiu-lhe ao encontro um homem da cidade, possesso de demônios, que havia muito tempo não vestia roupa, nem morava em casa, mas nos sepulcros. 28 Quando ele viu a Jesus, gritou, prostrou-se diante dele, e com grande voz exclamou: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Rogo-te que não me atormentes. 29 Porque Jesus ordenara ao espírito imundo que saísse do homem. Pois já havia muito tempo que se apoderara dele; e guardavam-no preso com grilhões e cadeias; mas ele, quebrando as prisões, era impelido pelo demônio para os desertos. 30 Perguntou-lhe Jesus: Qual é o teu nome? Respondeu ele: Legião; porque tinham entrado nele muitos demônios. 31 E rogavam-lhe que não os mandasse para o abismo. 32 Ora, andava ali pastando no monte uma grande manada de porcos; rogaram-lhe, pois que lhes permitisse entrar neles, e lho permitiu. 33 E tendo os demônios saído do homem, entraram nos porcos; e a manada precipitou-se pelo despenhadeiro no lago, e afogou-se. 34 Quando os pastores viram o que acontecera, fugiram, e foram anunciá-lo na cidade e nos campos. 35 Saíram, pois, a ver o que tinha acontecido, e foram ter com Jesus, a cujos pés acharam sentado, vestido e em perfeito juízo, o homem de quem havia saído os demônios; e se atemorizaram. 36 Os que tinham visto aquilo contaram-lhes como fora curado o endemoninhado. Lucas 8:27-36
Deu - (cba)
Lucas 7:21
Do gr. charizomai, “fazer um favor” ou “dar bondosamente”; do radical charis, “graça” ou “favor” (ver com. de Lucas 1:30). Quando Jesus restaurou a saúde de outras pessoas, Sua ação não foi superficial ou mecânica; em vez disso, foi uma expressão de simpatia e de Seu grande amor pelas pessoas.
Nota Adicional a Lucas 7 - (cba)
Lucas 7:1-50
Muitos comentaristas acreditam que o episódio relatado em Lucas 7 não deveria ser identificado com a festa mencionada pelos outros evangelhos. Algumas das razões mais importantes para essa ideia, são: (1) a dúvida de que Maria de Betânia tenha sido a personagem descrita por Lucas, uma vez que o que é registrado em outras partes dos evangelhos a respeito de Maria de Betânia parece contrariar tal identificação; (2) a suspeita de que um fariseu, que vivesse a apenas três quilômetros de Jerusalém, a menos de uma semana da crucifixão, hospedasse Jesus publicamente, quando ele mesmo duvidava da messianidade de Jesus; e (3) as aparentemente irreconciliáveis diferenças entre o relato em Lucas e dos outros evangelhos que pesariam mais que os pontos de semelhança.
Essas dificuldades, deve-se admitir, não podem ser ignoradas. Entretanto, nenhuma conclusão baseada nelas é tão convincente quanto aparenta à primeira vista. Pode-se ver isso nas considerações a seguir:
1. João identifica Maria, a irmã de Marta e Lázaro, como aquela que ungiu os pés de Jesus, e seu relato do episódio é, evidentemente, paralelo ao de Mateus e Marcos que, como Lucas, não a mencionam pelo nome. Pode ser que a mulher, uma cristã devota, ainda fosse viva quando os evangelhos sinóticos foram escritos. Os três evangelistas sinóticos, apesar de entender que a narrativa deveria ser incluída no relato evangélico, podem ter decidido, por ética cristã, não mencionar o nome dela. João, no entanto, pode não ter tido essa preocupação, visto que escreveu seu evangelho várias décadas mais tarde e, desta forma, muitos anos depois da morte da mulher. É importante notar que João, o único a mencionar Maria, é também o único a omitir o nome de Simão.
Lucas (Lucas 10:39,42) e João (João 11:1,2,19,20,28,31,32,45; João 12:3) mencionam e identificam uma Maria de Betânia. Maria, conhecida como Maria Madalena (possivelmente “de Magdala”, uma cidade no litoral oeste do Mar da Galileia [ver Mateus 15:39; DTN, 405]), é listada entre as mulheres que acompanhavam Jesus na segunda viagem à Galileia (ver Lucas 8:1-3) e mencionada pelos quatro evangelhos em ligação com a morte, o sepultamento e a ressurreição de Jesus (Mateus 27:56,61; Mateus 28:1; Marcos 15:40,47; Marcos 16:1,9; Lucas 24:10; João 19:25; João 20:1,11,16,18). Algum tempo antes da segunda viagem à Galileia, Jesus expulsou sete demônios dela (Lucas 8:2; Marcos 16:9).
- 39 Tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, sentando-se aos pés do Senhor, ouvia a sua palavra. 42 entretanto poucas são necessárias, ou mesmo uma só; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada. Lucas 10:39,42 1 Ora, estava enfermo um homem chamado Lázaro, de Betânia, aldeia de Maria e de sua irmã Marta. 2 E Maria, cujo irmão Lázaro se achava enfermo, era a mesma que ungiu o Senhor com bálsamo, e lhe enxugou os pés com os seus cabelos. 19 E muitos dos judeus tinham vindo visitar Marta e Maria, para as consolar acerca de seu irmão. 20 Marta, pois, ao saber que Jesus chegava, saiu-lhe ao encontro; Maria, porém, ficou sentada em casa. 28 Dito isto, retirou-se e foi chamar em segredo a Maria, sua irmã, e lhe disse: O Mestre está aí, e te chama. 31 Então os judeus que estavam com Maria em casa e a consolavam, vendo-a levantar-se apressadamente e sair, seguiram-na, pensando que ia ao sepulcro para chorar ali. 32 Tendo, pois, Maria chegado ao lugar onde Jesus estava, e vendo-a, lançou-se-lhe aos pés e disse: Senhor, se tu estiveras aqui, meu irmão não teria morrido. 45 Muitos, pois, dentre os judeus que tinham vindo visitar Maria, e que tinham visto o que Jesus fizera, creram nele. João 11:1,2,19,20,28,31,32,45 3 Então Maria, tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, de grande preço, ungiu os pés de Jesus, e os enxugou com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do bálsamo. João 12:3 39 E havendo Jesus despedido a multidão, entrou no barco, e foi para os confins de Magadã. Mateus 15:39 1 Logo depois disso, andava Jesus de cidade em cidade, e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus; e iam com ele os doze, 2 bem como algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios. 3 Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, Susana, e muitas outras que os serviam com os seus bens. Lucas 8:1-3 56 entre as quais se achavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu. 61 Mas achavam-se ali Maria Madalena e a outra Maria, sentadas defronte do sepulcro. Mateus 27:56,61 1 No fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. Mateus 28:1 40 Também ali estavam algumas mulheres olhando de longe, entre elas Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago o Menor e de José, e Salomé; 47 E Maria Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde fora posto. Marcos 15:40,47 1 Ora, passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem ungi-lo. 9 [Ora, havendo Jesus ressurgido cedo no primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios. Marcos 16:1,9 10 E eram Maria Madalena, e Joana, e Maria, mãe de Tiago; também as outras que estavam com elas relataram estas coisas aos apóstolos. Lucas 24:10 25 Estavam em pé, junto à cruz de Jesus, sua mãe, e a irmã de sua mãe, e Maria, mulher de Clôpas, e Maria Madalena. João 19:25 1 No primeiro dia da semana Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu que a pedra fora removida do sepulcro. 11 Maria, porém, estava em pé, diante do sepulcro, a chorar. Enquanto chorava, abaixou-se a olhar para dentro do sepulcro, 16 Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, virando-se, disse-lhe em hebraico: Raboni! - que quer dizer, Mestre. 18 E foi Maria Madalena anunciar aos discípulos: Vi o Senhor! - e que ele lhe dissera estas coisas. João 20:1,11,16,18 2 bem como algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios. Lucas 8:2 9 [Ora, havendo Jesus ressurgido cedo no primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios. Marcos 16:9
Se Maria de Betânia deixou o lar em resultado de sua vida vergonhosa, ela teria encontrado um lar em Magdala, talvez com amigos e parentes que vivessem ali. A maioria dos regist ros de episódios do ministério de Jesus na Galileia ocorreu nas proximidades da planície de Genesaré, onde Magdala estava localizada, e pode ser que, numa das primeiras visitas de Jesus a Magdala, Ele a tenha libertado da possessão demoníaca. Depois de acompanhar Jesus na segunda viagem à Galileia, ela teria retornado transformada a Betânia, e feito dali seu lar novamente. Esta possibilidade não prova que Maria de Betânia e Maria de Magdala sejam a mesma pessoa, entretanto, mostra como isso poderia ter acontecido. Toda a informação sobre o tema, apresentada no relato evangélico, pode ser facilmente compreendida em harmonia com essa explicação.
2. Não é válido o argumento que, próximo ao final de Seu ministério, Jesus não tivesse amigos entre os líderes de Israel. Nicodemos, "um dos principais dos judeus" (João 3:1), ousadamente assumiu partido ao lado de Jesus num concílio de sumos sacerdotes e fariseus (ver João 7:45-53). Sua influência nessa ocasião (a Festa dos Tabernáculos, 30 d.C., aproximadamente seis meses antes da crucifixão) é evidente pelo fato de que seu conselho prevaleceu, e o grupo se dispersou sem realizar seu objetivo (ver João 7:53; DTN, 460). Na crucifixão, quando as pessoas temiam ser conhecidas como seguidoras de Jesus, quando “os discípulos todos, deixando-O, fugiram” (Mateus 26:56) e quando Pedro, Seu defensor mais fervoroso, O negou repetidamente (Mateus 26:69-75), José de Arimateia, outro “honrado” membro do conselho (ver com. de Marcos 15:43), publicamente providenciou um local para sepultar Jesus e, com Nicodemos, ahertamente supervisionou o enterro (ver Mateus 27:57-60; João 19:38-40). Muitos "homens influentes” creram em Jesus nesse momento, mas não O “confessavam” por temer a excomunhão (João 12:42; ver DTN, 539, 699). Contudo, depois da ressurreição, muitos deles se tornaram cristãos (ver Atos 6:7).
- 1 Ora, havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus. João 3:1 45 Os guardas, pois, foram ter com os principais dos sacerdotes e fariseus, e estes lhes perguntaram: Por que não o trouxestes? 46 Responderam os guardas: Nunca homem algum falou assim como este homem. 47 Replicaram-lhes, pois, os fariseus: Também vós fostes enganados? 48 Creu nele porventura alguma das autoridades, ou alguém dentre os fariseus? 49 Mas esta multidão, que não sabe a lei, é maldita. 50 Nicodemos, um deles, que antes fora ter com Jesus, perguntou-lhes: 51 A nossa lei, porventura, julga um homem sem primeiro ouvi-lo e ter conhecimento do que ele faz? 52 Responderam-lhe eles: És tu também da Galiléia? Examina e vê que da Galiléia não surge profeta. 53 [E cada um foi para sua casa. João 7:45-53 53 [E cada um foi para sua casa. João 7:53 56 Mas tudo isso aconteceu para que se cumprissem as Escrituras dos profetas. Então todos os discípulos, deixando-o fugiram. Mateus 26:56 69 Ora, Pedro estava sentado fora, no pátio; e aproximou-se dele uma criada, que disse: Tu também estavas com Jesus, o galileu. 70 Mas ele negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes. 71 E saindo ele para o vestíbulo, outra criada o viu, e disse aos que ali estavam: Este também estava com Jesus, o nazareno. 72 E ele negou outra vez, e com juramento: Não conheço tal homem. 73 E daí a pouco, aproximando-se os que ali estavam, disseram a Pedro: Certamente tu também és um deles pois a tua fala te denuncia. 74 Então começou ele a praguejar e a jurar, dizendo: Não conheço esse homem. E imediatamente o galo cantou. 75 E Pedro lembrou-se do que dissera Jesus: Antes que o galo cante, três vezes me negarás. E, saindo dali, chorou amargamente. Mateus 26:69-75 43 José de Arimatéia, ilustre membro do sinédrio, que também esperava o reino de Deus, cobrando ânimo foi Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Marcos 15:43 57 Ao cair da tarde, veio um homem rico de Arimatéia, chamado José, que também era discípulo de Jesus. 58 Esse foi a Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Então Pilatos mandou que lhe fosse entregue. 59 E José, tomando o corpo, envolveu-o num pano limpo, de linho, 60 e depositou-o no seu sepulcro novo, que havia aberto em rocha; e, rodando uma grande pedra para a porta do sepulcro, retirou- se. Mateus 27:57-60 38 Depois disto, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus, embora oculto por medo dos judeus, rogou a Pilatos que lhe permitisse tirar o corpo de Jesus; e Pilatos lho permitiu. Então foi e o tirou. 39 E Nicodemos, aquele que anteriormente viera ter com Jesus de noite, foi também, levando cerca de cem libras duma mistura de mirra e aloés. 40 Tomaram, pois, o corpo de Jesus, e o envolveram em panos de linho com as especiarias, como os judeus costumavam fazer na preparação para a sepultura. João 19:38-40 42 Contudo, muitos dentre as próprias autoridades creram nele; mas por causa dos fariseus não o confessavam, para não serem expulsos da sinagoga; João 12:42 7 E divulgava-se a palavra de Deus, de sorte que se multiplicava muito o número dos discípulos em Jerusalém e muitos sacerdotes obedeciam à fé. Atos 6:7
3. Os supostos pontos de diferença entre os vários relatos não são tão grandes eomo aparentam nem tornam os relatos mutuamente excludentes. Apenas Lucas menciona o anfitrião de Jesus, nessa ocasião, como um fariseu. No entanto, isso não é de se estranhar, porque havia muitos fariseus, e foi uma questão de escolha por parte do escritor identificar um homem com um fariseu. Somente Lucas cita outras duas ocasiões em que Cristo jantou no lar de um fariseu (Lucas 11:37; Lucas 14:1). Evidentemente, Lucas considerou a associação de Cristo com os fariseus numa base social e amigável como um lato digno de observação, o que explicaria a descrição do anfitrião como um fariseu.
- 37 Acabando Jesus de falar, um fariseu o convidou para almoçar com ele; e havendo Jesus entrado, reclinou-se à mesa. Lucas 11:37 1 Tendo Jesus entrado, num sábado, em casa de um dos chefes dos fariseus para comer pão, eles o estavam observando. Lucas 14:1
Não é de estranhar que Lucas se detenha sobre a reação de Si mão ao acontecimento, enquanto os outros evangelhos nada declaram sobre esse aspecto, enfatizando apenas a reação de Judas. Se Lucas tinha um motivo para introduzir a narrativa nesse ponto do relato, em vez de colocá-la no final do ministério de Cristo, como o fazem os demais, ele dificilmente relataria a atitude de judas e a lição que Cristo procurou lhe ensinar; agir dessa forma seria inadequado a essa altura dos acontecimentos. Isso teria mostrado Judas num papel que ele ainda não tinha assumido abertamente; e o relato, como apresentado pelos outros três evangelhos num momento posterior da narrativa deles, apenas confundiria o leitor de Lucas no momento em que ele insere a história.
Há vários detalhes da narrativa de Lucas em harmonia com um ou mais dos outros três evangelhos: (1) Todos concordam que a ocasião era uma festa. (2) Todos concordam que a pessoa que ungiu Jesus era uma mulher. (3) Os três sinóticos concordam que o “unguento” estava num recipiente de alabastro; João não menciona o recipiente. (4) Lucas e Mateus não mencionam o tipo de “unguento”, no entanto, Marcos e João declaram que era "nardo puro”. (5) Lucas e João mencionam a unção dos pés de Jesus. (6) Lucas e João mencionam o fato de Maria utilizar seus cabelos como toalha para secar os pés de Jesus. (7) Os três evangelhos sinóticos indicam o nome do anfitrião como Simão. Embora essas semelhanças não provem, necessariamente, que o episódio de Lucas seja o mesmo relatado pelos outros três evangelistas, elas reforçam o grau de probabilidade dessa conclusão.
Supondo que a lesta no lar de um fariseu, que Lucas registra, seja idêntica à festa no lar de Simão, em Betânia, duas perguntas exigem resposta: (1) por que Lucas inseriu a história tão cedo em sua narrativa, tão distante da configuração cronológica real? (2) Por que seu relato é tão diferente dos outros três evangelhos em alguns aspectos importantes? O contexto em Lucas fornece uma resposta convincente e plenamente satisfatória a essas perguntas.
Lucas escreve, principalmente, a cristãos gentios não palestinos. Tendo mencionado constantemente a oposição dos líderes judeus a Cristo (Lucas 5:17,21,30,33; Lucas 6:2,7,11; etc.), Lucas temia que leitores gentios entendidos questionassem: Como se esperaria crer em Cristo se todos os líderes de Sua própria nação, os mais qualificados a avaliar Suas reivindicações, O rejeitavam? Isso possivelmente explique por que apenas Lucas, entre os quatro evangelhos, mencionou três ocasiões específicas em que Jesus jantou no lar de um fariseu (Lucas 7:36; Lucas 11:37; Lucas 14:1), bem como outros exemplos de aparente simpatia entre Jesus e alguns líderes judeus (ver com. de Lucas 7:3).
- 17 Um dia, quando ele estava ensinando, achavam-se ali sentados fariseus e doutores da lei, que tinham vindo de todas as aldeias da Galiléia e da Judéia, e de Jerusalém; e o poder do Senhor estava com ele para curar. 21 Então os escribas e os fariseus começaram a arrazoar, dizendo: Quem é este que profere blasfêmias? Quem é este que profere blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão só Deus? 30 Murmuravam, pois, os fariseus e seus escribas contra os discípulos, perguntando: Por que comeis e bebeis com publicanos e pecadores? 33 Disseram-lhe eles: Os discípulos de João jejuam frequentemente e fazem orações, como também os dos fariseus, mas os teus comem e bebem. Lucas 5:17,21,30,33 2 Alguns dos fariseus, porém, perguntaram; Por que estais fazendo o que não é lícito fazer nos sábados? 7 E os escribas e os fariseus observavam-no, para ver se curaria em dia de sábado, para acharem de que o acusar. 11 Mas eles se encheram de furor; e uns com os outros conferenciam sobre o que fariam a Jesus. Lucas 6:2,7,11 36 Um dos fariseus convidou-o para comer com ele; e entrando em casa do fariseu, reclinou-se à mesa. Lucas 7:36 37 Acabando Jesus de falar, um fariseu o convidou para almoçar com ele; e havendo Jesus entrado, reclinou-se à mesa. Lucas 11:37 1 Tendo Jesus entrado, num sábado, em casa de um dos chefes dos fariseus para comer pão, eles o estavam observando. Lucas 14:1 3 O centurião, pois, ouvindo falar de Jesus, enviou-lhes uns anciãos dos judeus, a pedir-lhe que viesse curar o seu servo. Lucas 7:3
O contexto imediato do relato de Lucas sobre a festa na casa de Simão esclarece o motivo pelo qual ele inseriu a história nesse ponto da narrativa. Ele acabara de registrar que os líderes rejeitaram a mensagem de João Batista e de Jesus (ver Lucas 7:30-35), nem todos os líderes, mas a grande maioria. Para esse fim, nesse exato ponto de sua narrativa de Cristo, Lucas estaria mais propenso a destacar que alguns dos líderes eram simpáticos a Ele. Além disso, é neste mesmo capítulo que Lucas relata a mediação cordial de alguns “anciãos dos judeus” (Lucas 7:3). Imediatamente depois desse episódio, Lucas apresenta as circunstâncias que antecederam a própria confissão de Cristo de que os líderes de Israel rejeitaram a João e a Cristo (Lucas 7:11-35). A simpatia de alguns dos líderes mencionados imediatamente antes e depois de Lucas 7:11-35 pode ter sido planejada por Lucas para dissipar qualquer suspeita por parte de seus leitores de que Cristo poderia não ser o Messias porque Sua própria nação O rejeitara.
- 30 Mas os fariseus e os doutores da lei rejeitaram o conselho de Deus quando a si mesmos, não sendo batizados por ele. 31 A que, pois, compararei os homens desta geração, e a que são semelhantes? 32 São semelhantes aos meninos que, sentados nas praças, gritam uns para os outros: Tocamo-vos flauta, e não dançastes; cantamos lamentações, e não chorastes. 33 Porquanto veio João, o Batista, não comendo pão nem bebendo vinho, e dizeis: Tem demônio; 34 veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizeis: Eis aí um comilão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores. 35 Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos. Lucas 7:30-35 3 O centurião, pois, ouvindo falar de Jesus, enviou-lhes uns anciãos dos judeus, a pedir-lhe que viesse curar o seu servo. Lucas 7:3 11 Pouco depois seguiu ele viagem para uma cidade chamada Naim; e iam com ele seus discípulos e uma grande multidão. 12 Quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam para fora um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade. 13 Logo que o Senhor a viu, encheu-se de compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores. 14 Então, chegando-se, tocou no esquife e, quando pararam os que o levavam, disse: Moço, a ti te digo: Levanta-te. 15 O que estivera morto sentou-se e começou a falar. Então Jesus o entregou à sua mãe. 16 O medo se apoderou de todos, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós; e: Deus visitou o seu povo. 17 E correu a notícia disto por toda a Judéia e por toda a região circunvizinha. 18 Ora, os discípulos de João anunciaram-lhe todas estas coisas. 19 E João, chamando a dois deles, enviou-os ao Senhor para perguntar-lhe: És tu aquele que havia de vir, ou havemos de esperar outro? 20 Quando aqueles homens chegaram junto dele, disseram: João, o Batista, enviou-nos a perguntar-te: És tu aquele que havia de vir, ou havemos de esperar outro? 21 Naquela mesma hora, curou a muitos de doenças, de moléstias e de espíritos malignos; e deu vista a muitos cegos. 22 Então lhes respondeu: Ide, e contai a João o que tens visto e ouvido: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho. 23 E bem-aventurado aquele que não se escandalizar de mim. 24 E, tendo-se retirado os mensageiros de João, Jesus começou a dizer às multidões a respeito de João: Que saístes a ver no deserto? um caniço agitado pelo vento? 25 Mas que saístes a ver? um homem trajado de vestes luxuosas? Eis que aqueles que trajam roupas preciosas, e vivem em delícias, estão nos paços reais. 26 Mas que saístes a ver? um profeta? Sim, vos digo, e muito mais do que profeta. 27 Este é aquele de quem está escrito: Eis aí envio ante a tua face o meu mensageiro, que há de preparar adiante de ti o teu caminho. 28 Pois eu vos digo que, entre os nascidos de mulher, não há nenhum maior do que João; mas aquele que é o menor no re medida com é maior do que ele. 29 E todo o povo que o ouviu, e até os publicanos, reconheceram a justiça de Deus, recebendo o batismo de João. 30 Mas os fariseus e os doutores da lei rejeitaram o conselho de Deus quando a si mesmos, não sendo batizados por ele. 31 A que, pois, compararei os homens desta geração, e a que são semelhantes? 32 São semelhantes aos meninos que, sentados nas praças, gritam uns para os outros: Tocamo-vos flauta, e não dançastes; cantamos lamentações, e não chorastes. 33 Porquanto veio João, o Batista, não comendo pão nem bebendo vinho, e dizeis: Tem demônio; 34 veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizeis: Eis aí um comilão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores. 35 Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos. Lucas 7:11-35
Partindo do pressuposto de que por essa razão Lucas inseriu o relato da festa de Simão nesse momento inicial da narrativa do evangelho, e não em sua configuração cronológica real, torna-se claro o motivo para a grande diferença entre o relato de Lucas e o dos outros três evangelistas. Assim, não há ocasião no relato de Lucas para a reação de Judas nem para as referências à iminente morte de Cristo. O tema principal era a atitude de Simão como um dos líderes de Israel. Para os outros três evangelistas, é a atitude de Judas que tem importância no contexto em que eles narram o evento. O relato da reação de Judas e o da reação de Simão não são mutuamente excludentes, mas complementares, e não se contradizem, mesmo que os dois fossem apresentados por um ou mais dos evangelhos.
A festa na casa de Simão, narrada por Lucas, é claramente identificada, em O Desejado de Todas as Nações, com a festa no lar de Simão, em Betânia, como o fazem os outros evangelhos (DTN, 557-563). Simão, de Betânia, também é identificado com o Simão da narrativa de Lucas (DTN, 557, 558, 566). Além disso, a mulher anônima do relato de Lucas é identificada com Maria, de Betânia (DTN, 558-560, 566) e com Maria Madalena, de quem Jesus expeliu sete demônios (DTN, 568). Ainda, o próprio Simão é declarado ser aquele que levara Maria ao pecado algum tempo antes (DTN, 566). Simão já professava fé em Jesus como profeta, reconheceu-O como mestre enviado de Deus e esperava que Ele fosse o Messias (DTN, 557; cf. João 3:1,2). No entanto, ele ainda não O tinha aceitado como Salvador, e esse acontecimento se tornou um momento decisivo para sua salvação (DTN, 567, 568).
Comentário Bíblico
Mathew Henry
Nota - (Mathew Henry)
Lucas 7:19-35
Aos seus milagres no reino da natureza, Cristo acrescenta este ao reino da graça. O Evangelho é pregado aos pobres. A natureza espiritual do reino de Cristo é declarada, como foi feito pelo arauto que Ele enviou a preparar-lhe o caminho, quando pregou a mudança de coração e vida, e o arrependimento.
Aqui se reafirma de modo justo a responsabilidade daqueles que não foram atraídos pelo ministério de João Batista ou do próprio Senhor Jesus Cristo; desprezaram os métodos que Deus adotou para fazer-lhes o bem. Esta é a ruína de multidões: não são sérios ao tratar dos interesses de suas almas. Pensemos no modo de nos mostrarmos como filhos da sabedoria, atendendo às instruções da Palavra de Deus e venerando os mistérios e a Boa Nova que os infiéis e os fariseus ridicularizam e da qual blasfemavam.
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- Análise em Cadeia 37 Se houver na terra fome ou peste, se houver crestamento ou ferrugem, gafanhotos ou lagarta; se o seu inimigo os cercar na terra das suas cidades; seja qual for a praga ou doença que houver; 1 Reis 8:37 7 Pois somos consumidos pela tua ira, e pelo teu furor somos conturbados. 8 Diante de ti puseste as nossas iniqüidades, à luz do teu rosto os nossos pecados ocultos. 9 Pois todos os nossos dias vão passando na tua indignação; acabam-se os nossos anos como um suspiro. Salmos 90:7-9 10 porque tinha curado a muitos, de modo que todos quantos tinham algum mal arrojavam-se a ele para lhe tocarem. Marcos 3:10 29 E imediatamente cessou a sua hemorragia; e sentiu no corpo estar já curada do seu mal. 34 Disse-lhe ele: Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz, e fica livre desse teu mal. Marcos 5:29,34 30 Por causa disto há entre vós muitos fracos e enfermos, e muitos que dormem. 31 Mas, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados; 32 quando, porém, somos julgados pelo Senhor, somos corrigidos, para não sermos condenados com o mundo. 1 Coríntios 11:30-32 6 pois o Senhor corrige ao que ama, e açoita a todo o que recebe por filho. Hebreus 12:6 14 Está doente algum de vós? Chame os anciãos da igreja, e estes orem sobre ele, ungido-o com óleo em nome do Senhor; 15 e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. Tiago 5:14,15 23 E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino, e curando todas as doenças e enfermidades entre o povo. Mateus 4:23