Comentário Bíblico
Adventista
Comentário Adicional a Levítico 14 - (cba)
Levítico 14:1-57
A atitude de excluir o leproso do acampamento, sem dúvida, tem sua origem na natureza peculiar da doença. A lepra verdadeira era particularmente associada à morte, que ocorria em muitos casos, e seus últimos estágios eram um tipo de "morte em vida", em que vários membros do corpo morriam ou apodreciam. O leproso era um espectro da morte e ilustrava de modo visível o salário do pecado. Por essa razão, através dos tempos, a lepra tem sido considerada por comentaristas judeus e cristãos como um símbolo do pecado e seus resultados.
Alguém que fosse excluído do acampamento com suspeita de "lepra" podia chamar o sacerdote se sentisse a menor indicação de melhora. Era dever do sacerdote atender quando fosse chamado, mas pode-se supor que, às vezes, ele o fazia com relutância. Certificando-se de que não havia melhora, o sacerdote podia se impacientar e relutar em atender o doente. Ele precisava de paciência de modo a jamais perder o sentimento de compaixão de que tanto o leproso precisava. Devia aprender a não se esquivar do doente, mas ter piedade e ajudá-lo. Essa é uma lição para os servos de Deus hoje. Como os sacerdotes do passado, os ministros de Deus, no presente, devem "condoer-se" (Hebreus 5:2).
A lepra não era especificamente dolorosa, mas o pavor e horror de tê-la deviam afetar vitalmente toda a vida do sofredor. Do mesmo modo, o pecador pode não ter consciência do pecado e, por isso, não percebe sua natureza maligna. A lepra era corrosiva e penetrava silenciosamente, de modo a quase não ser vista ou sentida até romper em ulcerações e carne viva e corromper partes do corpo. Assim também o pecado destrói a beleza e a vida espiritual, embora exteriormente possa não haver evidências da condição interior. Finalmente, a doença irrompia e a pessoa se tornava um esqueleto vivo, uma massa disforme e corrompida. Assim é a obra do pecado. Ele vai se espalhando até que a imagem de Deus no homem se torna praticamente obliterada. Do mesmo modo que a lepra levava à morte, o pecado também leva à morte. Parece, portanto, que a lepra é uma doença que tipifica o pecado em suas várias características como nenhuma outra doença poderia fazê-lo.
Comentário Bíblico
Ellen G. White e Outros
Dois pássaros - um mergulhado em sangue
Levítico 14:4-8
Ver João 1:29. O maravilhoso símbolo do pássaro vivo, mergulhado no sangue do pássaro morto e depois liberto para sua vida alegre, é para nós o símbolo da expiação. Havia morte e vida fundidas, apresentando ao buscador da verdade o tesouro escondido, a união do sangue perdoador com a ressurreição e vida de nosso Redentor. O pássaro morto estava sobre águas vivas; aquele riacho era um símbolo da eficácia sempre fluente e purificadora do sangue de Cristo, o Cordeiro morto desde a fundação do mundo, a fonte que estava aberta para Judá e Jerusalém, onde eles podiam se lavar e ficar limpos de toda mancha do pecado. Devemos ter livre acesso ao sangue expiatório de Cristo. Devemos considerar isso como o privilégio mais precioso, a maior bênção já concedida ao homem pecador. E quão pouco é feito deste grande presente! Quão profundo, quão amplo e contínuo é este fluxo! Para cada alma sedenta de santidade, há repouso, há descanso, há a influência vivificadora do Espírito Santo, e então a caminhada santa, feliz e pacífica e a preciosa comunhão com Cristo. Então, oh, então, podemos dizer inteligentemente com João: "Eis o Cordeiro de Deus, quetira o pecado do mundo ”( Carta 87, 1894 ).
Comentário Bíblico
Mathew Henry
Nota - (Mathew Henry)
Levítico 14:1-9
Os sacerdotes não podiam limpar os leprosos, mas quando o Senhor tirava a praga, deveriam ser observadas diversas regras para que eles tivessem novamente acesso às ordenanças de Deus e à sociedade de seu povo. Isto representava os muitos deveres e exercícios dos pecadores verdadeiramente arrependidos e as obrigações dos ministros quanto a eles. Se os aplicamos à lepra espiritual do pecado, isto significa que quando nos apartamos dos que andam desordenadamente, não devemos tratá-los como inimigos; devemos admoestá-los como irmãos. E quando Deus por sua graça produz neles o arrependimento, devem ser recebidos novamente com ternura, gozo e afeto sincero. Devemos sempre ter o cuidado de não animar os pecadores para que continuem em seus pecados, nem criticá-los asperamente. Quando era conhecido que a lepra fora curada, o sacerdote declarava com detalhadas solenidades aqui descritas. As duas aves, uma mona e outra submergida no sangue da primeira, antes de soltá-la, podiam representar a Cristo que derrama seu sangue pelos pecadores, ressuscita e ascende ao céu.
O sacerdote, que declarou que o leproso estava limpo de sua enfermidade, deveria limpar-se de todos os restos dela. Da mesma maneira, os que têm o consolo da remissão de seus pecados, com cuidado e cautela devem limpar-se deles; "porque todo aquele que tem esta esperança nEle, purifica-se a si mesmo".
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- Análise em Cadeia 50 imolará uma das aves num vaso de barro sobre águas vivas; Levítico 14:50 17 E o sacerdote tomará num vaso de barro água sagrada; também tomará do pó que houver no chão do tabernáculo, e o deitará na água. Números 5:17 7 Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não da nossa parte. 2 Coríntios 4:7 1 Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. 2 Coríntios 5:1 4 Porque, ainda que foi crucificado por fraqueza, vive contudo pelo poder de Deus. Pois nós também somos fracos nele, mas viveremos com ele pelo poder de Deus para convosco. 2 Coríntios 13:4 14 Portanto, visto como os filhos são participantes comuns de carne e sangue, também ele semelhantemente participou das mesmas coisas, para que pela morte derrotasse aquele que tinha o poder da morte, isto é, o Diabo; Hebreus 2:14