Comentário Bíblico
Mathew Henry
Nota - (Mathew Henry)
Jó 5:6-16
Elifaz lembra a Jó que nenhuma aflição acontece por acaso, nem deve ser atribuída a causas secundárias. A diferença entre a prosperidade e a adversidade não se dá exatamente como o dia e a noite, o verão e o inverno, mas segundo a vontade e o conselho de Deus. Não devemos atribuir as nossas aflições à sorte, porque elas são permitidas por Deus; nem nossos pecados ao destino, porque são nossos. O homem nasce em pecado; portanto, possui a tendência para pecar. Não há algo neste mundo para o qual tenhamos nascido, e que possamos chamar próprio, salvo o pecado e as adversidades da vida.
As transgressões concretas são faíscas que voam do forno da corrupção que há em nós. Tal é a fragilidade de nossos corpos e a vaidade de nossos prazeres, que nossos problemas surgem deles como as labaredas enormes: são tantos, e rapidamente seguem uns após outros.
Elifaz reprova Jó por não buscar a Deus, ao invés de discutir com Ele. Alguém está aflito? Ore. A tranquilidade do coração é um bálsamo para toda a ferida.
Elifaz fala da chuva, e que somos propensos a considerá-la como algo comum; porém, se pensamos na maneira como ela é produzida, e o que por ela se produz, veremos que é uma grande obra de poder e bondade. com frequência não percebemos o grande Autor de todo o nosso consolo, nem a maneira pela qual Ele nos foi enviado, porque são apenas tidos como dádivas. Nos caminhos da providência, as experiências de uns são estímulos para outros, a fim de se esperar o melhor nos piores momentos; porque é gloria de Deus enviar ajuda ao indefeso e esperança ao desesperado. E os pecadores atrevidos confundem-se e vêem-se obrigados a reconhecer a justiça dos procedimentos de Deus.
Nota - (Mathew Henry)
Jó 5:7-27
Elifaz dá a Jó uma palavra de advertência e exortação: "Não desprezes, pois, o castigo do Todo-poderoso". Considere-a como castigo que vem do amor do Pai, e que é para o bem do filho; e considere-o como mensageiro do céu. Elifaz também exorta Jó a submeter-se a seu estado. Um homem bom está feliz; ainda que seja afligido, porque não tem perdido o gozo de Deus, nem seu direito ao céu; sim, mesmo quando passa por aflições, os verdadeiros cristãos podem conservar a sua alegria. A correção mortifica as suas corrupções, aparta o seu coração do mundo, aproxima-o de Deus, leva-o à Bíblia, e coloca-o de joelhos. Mesmo que permita que o seu povo seja ferido, Deus sustenta os seus eleitos até quando estão submetidos a aflições, e liberta-os no momento oportuno. O ferimento, às vezes, faz parte do processo de cura.
Elifaz dá a Jó promessas preciosas do que Deus faria por ele, se ele se humilhasse. Qualquer que seja o problema que os homens bons enfrentam, estes não lhes causarão danos reais. Resguardados de pecar, são guardados do mal. E, se os servos de Cristo não são livres de seus problemas, são libertos quando os enfrentam, e ainda que sejam oprimidos por uma dificuldade, vencerão a todas as adversidades. Qualquer coisa que se diga maliciosamente a respeito deles não os ferirá. Eles terão sabedoria e graça para enfrentar suas preocupações. A maior bênção, tanto em nossas tristezas como em nossas alegria, é sermos guardados do pecado.
Os servos do Senhor terminarão sua carreira com gozo e honra. O homem que realiza toda a sua obra e está pronto para o outro mundo, vive muito tempo. Misericórdia é morrer no tempo certo, como se corta o milho e se guarda quando está totalmente maduro, pois não suportará continuar por mais tempo. Nossos tempos estão nas mãos de Deus, e é bom que seja assim. Os crentes não devem esperar grandes riquezas, vida longa, ou serem livres de provações. Porém, tudo será dirigido para o melhor. Podemos destacar na historia de Jó a constância da mente e do coração submetidos a provas: é uma das vitórias mais elevadas da fé. A fé é pouco exercitada quando tudo vai bem. Porém, se Deus parece estar longe de nossas orações, permite uma tormenta ou deixa que o inimigo envie onda após onda, devemos seguir apegados a Deus e confiar nEle, mesmo quando não podemos encontrá-lo. Esta é a paciência que os santos possuem. Bendito Salvador! quão doce é olhar para ti em tais momentos, Autor e consumador da fé!
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- Análise em Cadeia 16 Com ele está a força e a sabedoria; são dele o enganado e o enganador. 17 Aos conselheiros leva despojados, e aos juízes faz desvairar. Jó 12:16,17 15 Quando os nossos inimigos souberam que nós tínhamos sido avisados, e que Deus tinha dissipado o conselho deles, todos voltamos ao muro, cada um para a sua obra. Neemias 4:15 10 O Senhor desfaz o conselho das nações, anula os intentos dos povos. 11 O conselho do Senhor permanece para sempre, e os intentos do seu coração por todas as gerações. Salmos 33:10,11 17 Pois os braços dos ímpios serão quebrados, mas o Senhor sustém os justos. Salmos 37:17 30 Não há sabedoria, nem entendimento, nem conselho contra o Senhor. Provérbios 21:30 10 Tomai juntamente conselho, e ele será frustrado; dizei uma palavra, e ela não subsistirá; porque Deus é conosco. Isaías 8:10 3 E o espírito dos egípcios se esvaecerá dentro deles; eu destruirei o seu conselho; e eles consultarão os seus ídolos, e encantadores, e necromantes e feiticeiros. Isaías 19:3 11 Pois intentaram o mal contra ti; maquinaram um ardil, mas não prevalecerão. Salmos 21:11 36 Então saiu o anjo do Senhor, e feriu no arraial dos assírios a cento e oitenta e cinco mil; e quando se levantaram pela manhã cedo, eis que todos estes eram corpos mortos. Isaías 37:36 11 Pedro então, tornando a si, disse: Agora sei verdadeiramente que o Senhor enviou o seu anjo, e me livrou da mão de Herodes e de toda a expectativa do povo dos judeus. Atos 12:11 12 Quando já era dia, coligaram-se os judeus e juraram sob pena de maldição que não comeriam nem beberiam enquanto não matassem a Paulo. 13 Eram mais de quarenta os que fizeram esta conjuração; 14 e estes foram ter com os principais sacerdotes e anciãos, e disseram: Conjuramo-nos sob pena de maldição a não provarmos coisa alguma até que matemos a Paulo. 15 Agora, pois, vós, com o sinédrio, rogai ao comandante que o mande descer perante vós como se houvésseis de examinar com mais precisão a sua causa; e nós estamos prontos para matá-lo antes que ele chegue. 16 Mas o filho da irmã de Paulo tendo sabido da cilada, foi, entrou na fortaleza e avisou a Paulo. 17 Chamando Paulo um dos centuriões, disse: Leva este moço ao comandante, porque tem alguma coisa que lhe comunicar. 18 Tomando-o ele, pois, levou-o ao comandante e disse: O preso Paulo, chamando-me, pediu-me que trouxesse à tua presença este moço, que tem alguma coisa a dizer-te. 19 O comandante tomou-o pela mão e, retirando-se à parte, perguntou-lhe em particular: Que é que tens a contar-me? 20 Disse ele: Os judeus combinaram rogar-te que amanhã mandes Paulo descer ao sinédrio, como que tendo de inquirir com mais precisão algo a seu respeito; 21 tu, pois, não te deixes persuadir por eles; porque mais de quarenta homens dentre eles armaram ciladas, os quais juraram sob pena de maldição não comerem nem beberem até que o tenham morto; e agora estão aprestados, esperando a tua promessa. 22 Então o comandante despediu o moço, ordenando-lhe que a ninguém dissesse que lhe havia contado aquilo. Atos 23:12-22