"Enquanto muitos foram testemunhas oculares dos milagres de Cristo e creram Nele, outros testemunharam esses mesmos acontecimentos e se recusaram a crer. Leon Tolstoi, famoso escritor, disse: “Sou um ser humano apenas nas ocasiões em que creio em Deus”. A fé de Tolstoi em Deus definia sua identidade, seu significado e seu propósito de vida. A fé de Tomé, discípulo de Cristo, exigia evidências visíveis para crer na ressurreição do Salvador. Em seus teoremas da incompletude, publicados em 1931, Kurt Gödel “virou de cabeça para baixo” o mundo da matemática. Ele demonstrou que é impossível qualquer sistema matemático provar suas afirmações ou negá las. Por exemplo, para explicar um sistema x, precisamos de um sistema y, que esteja fora do sistema x e seja maior que ele. Para explicar o sistema y, precisamos de um sistema z, também fora do sistema y e maior que ele. E assim sucessivamente. A implicação dos teoremas de Gödel é que a crença sem evidências permeia a existência humana. Considere a teoria quântica. Ela é bizarra, desafia a lógica e nela a realidade se comporta de maneira tão estranha que muda completamente a física newtoniana (clássica). Como um fóton (matéria) “sabe” quando deve se dividir? Um fóton tem uma “consciência de observação” que o faz deixar de se comportar como uma onda e passar a se comportar como uma partícula? A Bíblia está repleta de histórias que ilustram a crença contra as evidências. Veja o caso dos três jovens hebreus que, sem saber se iriam sobreviver ao fogo, “entraram” na fornalha ardente. O mesmo ocorreu com Jó, que disse: “Embora Ele me mate, ainda assim esperarei Nele” (Jó 13:15). Ele se propôs a seguir em frente, apesar das evidências contrárias (sua saúde que ficava a cada dia pior). A crença contra as evidências se fundamenta na Palavra de Deus mesmo quando a lógica diz que aquilo é impossível. Valmy Karemera › Houston, Texas, EUA