Na criação, a capacidade de raciocinar, analisar e fazer escolhas foi dada aos seres humanos. Todos somos criados como seres morais livres. No entanto, nosso livre arbítrio determina nossas escolhas para o bem ou para o mal. É dessa maneira que o cérebro desenvolve hábitos. Os neurocientistas concluíram que os comportamentos e as decisões que se transformam em hábitos ocorrem em partes diferentes do cérebro humano. Quando os comportamentos se tornam automáticos, a parte do cérebro responsável por tomar decisões adormece, criando assim um hábito. Através de uma sequência de pequenas decisões criamos hábitos e estabelecemos “vínculos” com um dos lados do cérebro. Jesus disse que ninguém pode servir a dois senhores (Lc 16:13). Quando criamos hábitos estamos escolhendo a quem vamos servir. Deus olha para o coração, e ali estamos ligados a Ele com cordas de amor ou estamos fazendo aliança com o maligno a cada má escolha. O uso dessa liberdade pode se manifestar de diferentes formas: decisões erradas nos relacionamentos podem resultar em perda de confiança; hábitos alimentares errados prejudicam a saúde; decisões equivocadas na administração geram perdas financeiras. Embora inicialmente essas perdas possam não parecer importantes, elas afetam nossa capacidade de exercer o livre arbítrio. No entanto, em meio às perdas que sofremos, o sentimento de culpa é um dom do nosso amoroso Pai (Sl 32:1 5) para que reconheçamos nossas faltas. Esse dom nos leva ao arrependimento e à confiança no poder redentor e restaurador de Cristo. Opal Leighvard, Orlando, FL, EUA